I made this widget at MyFlashFetish.com.

Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nossa língua (X)


40 Gírias antigas que caíram em desuso

    Nem ouso contestar! Umas eu sequer ouvir falar antes!

  1. À Beça – Comi à beça. (muito)
  2. Barra Limpa – O sujeito é barra limpa ou a barra está limpa.(fora de perigo)
  3. Bicho – Fala bicho! (mais usado pelos hippies)
  4. Boa Pinta – O sujeito é boa pinta. (gente boa, elegante)
  5. Botar pra Quebrar – Vai lá e bota pra quebrar. (arrebentar)
  6. Bulhufas – Não entendi bulhufas.(nada)
  7. Chapa – Fala meu chapa! (Amigo)
  8. Chato de Galocha – Fica quieto seu chato de galocha. (pessoa chata)
  9. Dançou – Bobeou, dançou! (perdeu)
  10. De Lascar – Esse carro é de lascar (algo bom) ou Este calor está de lascar (algo ruim)
  11. Estourar a Boca do Balão – Vou estourar a Boca do Balão. (arrasar)
  12. Fichinha – Saltar de bungee jumping é fichinha. (muito fácil)
  13. Grilado – Fiquei griladão com o que aconteceu ontem. (preocupado)
  14. Jóia – Fiz uma reforma na casa é agora está uma jóia. (legal, bonito, limpo)
  15. Pega Leve – Professor! Pega leve na prova. (está muito díficil, deixe fácil)
  16. Pode Crer – Pode Crer, é isso mesmo! (Acredite!)
  17. Sacou – O esquema é este, sacou? (o mesmo que: Entendeu? Tá Ligado?)
  18. Supimpa – Aquela festa foi supimpa. (bom, legal)
  19. Tutu – Estou sem nenhum tutu no bolso. (O mesmo que dinheiro )
  20. Um Estouro – A festa foi um estouro. (algo que arrebentou , foi muito bom)
  21. Xuxu beleza – Como foi sua lua de mel, ohh foi xuxu beleza. (Está tudo Ok, tudo certo)
  22. Belezura – Olha só que belezura. (sinônimo de bonita)
  23. Tirar as barbas de molho – Alguém que está muito tempo parado (seja lá o que for) e volta a ativa.
  24. Matar cachorro a grito – Tentar fazer algo que não tem como dar certo. Você está a matar cachorro a grito.
  25. Amigo da onça – Traidor.
  26. Parada dura – Aquela mulher é parada dura (algo dificil de se conquistar/realizar)
  27. Pela Madrugada! /Pelas barbas do profeta – Pelo amor de Deus
  28. Toró – Vai cair um toró (chuva, trovão)
  29. Duro na queda – Aquele é duro na queda, tomou três tiros na cabeça e não morreu.
  30. Cambada – Muita gente . Olha só aquela cambada de sem ter o que fazer .
  31. Lero-lero – Enrolação
  32. Xispa – O mesmo que cai fora!
  33. Pega pra capar – Briga confusão. Está o maior pega pra capar ali na esquina.
  34. Mandar brasa – Vai em frente! Manda Brasa
  35. Nem que a vaca tussa! – o mesmo que Nem morto etc.
  36. Mundaréu -Algo imenso, grande. Um mundaréu de casas, um mundaréu de gente.
  37. No pó da rabiola ou estar só o pó – Cansado, muito cansado. Você está só o pó.
  38. Sebo nas canelas – Sebo nas canelas meu fi, estamos atrasados.
  39. Ó Pai, Ó – insatisfação . Ó pai, ó eu mau cheguei e já estou escutando sermão. (gíria baiana)
  40. Pangaré – Uma pessoa que se acha inteligente, mas é mais burro do que o próprio burro.
Fonte:  Site Cambalacho.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resenha: Rock in Rio


A história do maior festival de música do mundo

Rock in Rio, o festival de rock pioneiro do Brasil: muitos foram e nunca esqueceram. Eu nunca fui, mas confesso que é difícil de esquecê-lo também, pois de certa forma, fascina.

Fascinação essa que tem origem nas inúmeras histórias que li aqui e ali em diversas publicações ou que ouvi falar ao longo dos anos, a respeito de todas as edições do festival, especialmente as que foram realizadas em solo brasileiro. E é nelas que o livro do jornalista Luiz Felipe Carneiro foca.

Com inúmeras fotos, Rock in Rio - o livro - traz consigo os registros dos grandes momentos destas edições, com especial atenção às duas primeiras, como o leitor verificará ao comparar o número de páginas dedicado a cada uma delas. Alguns críticos poderiam tomar isto como um descaso do autor, mas o fato é que as mesmas foram muito mais interessantes, tanto no andar dos acontecimentos, quanto musicalmente falando, afinal os ídolos de hoje (cada vez mais descartáveis) não são e nunca serão como os de outrora.

Para que este livro fosse possível, o autor pesquisou mais de 2 mil artigos e entrevistou diversos organizadores do festival, incluindo Roberto Medina, o idealizador do evento e dezenas de artistas e jornalistas em busca de episódios inusitados em cada edição, com destaque especial ao dublê de ator/humorista/relações públicas Amin Khader, que foi camareiro chefe e cicerone dos artistas em todas as edições. 

Entre as situações narradas por Medina, Khader e outros está a de Rod Stewart jogando futebol com sua equipe dentro de uma luxuosa suíte de hotel, deixada literalmente em cacos; a generosidade de Axl Rose em compartilhar uma macarronada com produtores, faxineiros e camareiras da equipe de apoio do festival; Cássia Eller impressionando o ex-Nirvana David Grohl, atual líder do Foo Fighters, com sua louca performance no palco, sem falar nas exigências e esquisitices de Prince, os chiliques de Freddie Mercury e muito mais.

Nem preciso dizer que este é um livro bem gostoso de ler, especialmente se você curte cultura popular, música e histórias de bastidores. Se for seu caso, não perca mais tempo e adquira logo o seu. Unindo entretenimento e história, Rock in Rio é uma obra fundamental para as estantes de todos os antenados, tenham eles ido ou não ao festival. Recomendo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ler antes de dormir faz bem


Ler antes de dormir é um hábito comum que geralmente tem origem na infância, quando pais sentam-se à cabeceiras de seus filhos e narram histórias para ninâ-los. Mas, será que o costume traz efeitos benéficos?

Pesquisadores apontam que sim. Desde a infância, o hábito da leitura feita pelos pais auxilia no desenvolvimento das habilidade linguísticas das crianças, tendo ainda efeito na coordenação motora (o manuseio do livro e suas páginas) e na memória dos pequenos, estimulando-a. A leitura também implicam na conduta da criança em sua vida. Conforme as palavras de Barry Zuckerman, professor universitário responsável pela pesquisa, “as crianças, por fim, aprender a amar os livros porque estão compartilhando-os com alguém que amam”.

Um dos muitos benefícios da leitura é a qualidade do sono. Quando se lê antes de dormir, tornando a atividade um hábito, a leitura age como um alarme para o corpo e emite o sinal de que aproxima-se a hora do sono. Calcula-se que de 30 a 40% da população adulta sofra com insônia e outros distúrbios do sono e a leitura pode ser um bom aliado para quem sofre destes maus. Especialistas indicam ainda que a forma da leitura deve ser feita de forma calma, tranquilo, com ritmo mais lento.

Além de facilitar o sono, a leitura é apontada por alguns como uma forma de melhor absorção de conteúdos e informações. Ao adormecer, o subconsciente está mais acessível e quando você lê, a mente tende a facilitar colocar seu psicossoma naquilo que está concentrando antes de dormir. Daí a maior absorção.

Mas cuidados. A leitura antes de dormir pode ser um agravante se feita sem alguns cuidados. Estar em uma posição confortável durante a leitura evita que haja dores nas costas e que problemas lombares sejam agravados. É preciso não ter um apoio confortável e que não se force o pescoço. Especialistas indicam ainda não fazer a leitura já deitado na cama, sendo preferível a escolha de uma poltrona confortável. Os novos tabletes e notebooks não são aconselháveis para a leitura que antecede imediatamente o sono. Especialistas afirmam que telas e displays muito brilhantes despertam a atenção de cérebro e olhos, impedindo que o hormônio melatonina, um dos grandes responsáveis por regular o sono, seja ativado no organismo.

Fonte: Blog Dicas.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nossa Língua (IX)


O português falado em Angola, na África


Angola é o terceiro país lusófono, onde mais de 30% da sua população fala português como língua principal (60% em Luanda), isto num total de cerca de 7,5 milhões de habitantes (entre 12,5). A variante da língua portuguesa aqui utilizada é o chamado “português angolano”. Foneticamente, esta variante é muito semelhante à variante brasileira (veja-se p.ex. a palavra “menino” e o contraste com Portugal), com algumas marcantes excepções, como a pronuncia da palavra “Portugal” (idêntica entre Portugal e Angola e diversa entre estes dois países e o Brasil).

A ortografia seguida tinha sido a da variante escrita portuguesa, algo que a partir da esperada ratificação do Acordo Ortográfico de 1990 por Angola (em resultado das pressões das camadas mais cultas da sociedade angolana, representada pelo escritor Agualusa, por exemplo).

De todos os países lusófonos, Angola é – com a natural excepção do Brasil – o país onde a língua de Camões mais se propagou pela população e aquele onde a percentagem de falantes de português como primeira língua é maior. Um fenómeno tão intenso resulta evidentemente do cruzamento de várias influências entre os quais se destaca sobretudo a existência de uma política determinada e clara que passava pela “assimilação” de uma extensa camada populacional de indivíduos de raça mista de forma a transformá-los em ferramentas da administração e do exército colonial. No âmbito desse processo de “civilização”, a adopção da língua portuguesa era factor essencial e condição essencial para o ingresso nas camadas médias da administração colonial. Um segundo factor, provavelmente ainda mais determinante que o primeiro foi a existência de uma política de colonização nesta colónia. Angola foi – de facto – a única colónia africana onde, desde finais do século XIX, havia uma política oficial de “colonização”. Muitos portugueses partiram com as suas famílias para fundarem quintas nas regiões rurais do planalto angolano e as maiores cidades estavam relativamente bem povoadas de colonos vindos da metrópole. Esta colonização não se repetiu com esta intensidade em mais nenhuma colónia africana, nem mesmo em Moçambique, onde em 1974 o grosso da presença de portugueses continentais era ainda de membros do exército ou de quadros administrativos.

O português foi rapidamente adoptado pelos angolanos, mesmo em meados do século XX, sendo utilizado como língua-franca entre as diversas etnias e línguas locais e usado pelas elites intelectuais que, décadas depois, se haveriam de rebelar contra a ocupação colonial, sem contudo nunca deixarem de usar o português como sua língua de eleição. Paradoxalmente, aliás, a língua portuguesa serviria de ponto unificador entre as várias organizações que combatiam a ocupação colonial, já que a maioria dos grupos tinham raízes étnicas e que o próprio MPLA que haveria de ganhar o poder assentava a sua base popular de apoio, nos mestiços de Luanda que se distinguiam das etnias locais precisamente pelo facto de terem o português como sua primeira língua.

O fim da guerra colonial e a erupção da violenta e longa guerra entre a UNITA e o MPLA levou à fuga de muitas centenas de milhares de angolanos desde as zonas rurais até às grandes cidades provinciais e para Luanda. Datam desta época a construção das zonas de habitações precárias que ainda hoje caracterizam infelizmente a capital angolana. Esta deslocação interna haveria, contudo, de vir ainda a favorecer a difusão da língua portuguesa, já que esta se tornaria a língua de contacto destes refugiados internos com os anteriores habitantes destas cidades e quando começaram a regressar – após a paz entre a UNITA e o MPLA – trariam de volta para estas regiões rurais o português como primeira língua.

A construção de uma estrutura administrativa nova pelo MPLA e a sua multiplicação após o fim da Guerra Civil, favoreceu também a disseminação do português para além das áreas urbanas onde estivera confinado durante a maior parte do período colonial, servindo a língua como forma de imposição do poder da longínqua administração central e como forma de afirmação durante a derradeira fase da Guerra nos territórios que as forças do Governo iam “libertando” aos guerrilheiros da UNITA. O português tem assim servido em Angola, como um elemento de reforço do conceito de “Estado nacional” e é um dos raros esteios que permitem ancorar os angolanos no seio de um Estado único e coeso, mais importante que os tribalismos regionais, associados inevitavelmente a línguas nacionais que se fossem favorecidas ou acarinhadas pelo Estado central iriam colocar em questão a sua autoridade sobre estas periferias e relançar sementes para um novo conflito intra-regional, sempre possível num continente de fronteiras tão novas e artificias, como é África.

A língua portuguesa em Angola não estagnou. Bem pelo contrário, desenvolveu-se e acolhendo influências várias das línguas locais, especialmente do quimbundo e do umbundo, ganhou uma feição própria e única, cuja descrição não cabe no âmbito deste resumido artigo. Este dinamismo permite explicar porque é que de todos os países da Lusofonia africana é em Angola que o português mais depressa se está a transformar na língua nacional angolana. Como começamos por dizer, onde mais habitantes usam o português como língua principal e a situação tende ainda a progredir ainda mais no sentido da Lusofonia já que a maioria dos jovens em idade escolar já só fala português e não domina nenhuma língua nativa.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Resenha: Almanaque da Telenovela Brasileira


As paixões nacionais retratadas em livro

Entre os brasileiros, mesmo em tempos de grande popularidade de tevês pagas e da internet, as telenovelas (exibidas em canais abertos) ainda são opções de entretenimento bastante populares, principalmente nas camadas mais simples da população. Outrora, já foram mania nacional, quando o leque de opções de diversão em horas vagas era ainda reduzido.

De salões de beleza a bares, as novelas sempre estão nas mentes e nas bocas dos brasileiros. E também difundidas entre pessoas de várias parte do mundo, para onde elas são importadas quando são sucesso de público e crítica em terras tupininquins. Portanto, é bastante comum o turista brasileiro ser abordado por nativos (geralmente estranhos) de Cuba, Rússia, China e Filipinas, ávidos em busca de maiores informações sobre o final de determinadas novelas brasileiras que estão sendo exibidas naquele momento em seus países.

Mas mudando um pouco de assunto, foi por conta da paixão de Nilson Xavier pelos folhetins que surgiu este Almanaque da Telenovela Brasileira. Quando era mais jovem, costumava ter o hobby de fazer anotações, em um caderno escolar, a respeito das novelas que assistia com avidez no conforto de seu lar e junto de sua família.

A primeira de muitas foi Marrom Glacê, de Cassiano Gabus Mendes, exibida pela Rede Globo entre os anos de 1979-1980. E o que de início era apenas um caderno, acabaram-se tornando vários, ao longo dos anos. Inclusive recheados de ilustrações de revistas da época. Neles, Nilson colocava informações relevantes como elencos, diretores, trilhas sonoras, curiosidades, além de outras minúcias que não escapavam de sua implacável observação, especialmente costumes de época.

Com isso, Nilson fez um trabalho digno de um historiador. E os resultados, anos mais tarde, foram um site na internet o qual ele batizou de Teledramaturgia e depois, claro, este livro, muito bom, por sinal, que se tratando de uma obra de autor iniciante, é um verdadeiro mérito.

No almanaque, o leitor interessado encontrará informações sobre novelas de várias emissoras, exibidas desde 1963 até o ano de publicação da obra (2007) e relembrará momentos emocionantes da teledramaturgia brasileira, endossados por Mauro Alencar, historiador da televisão brasileira (que escreveu o prefácio) e por Sílvio de Abreu, autor consagrado de vários folhetins (que escreveu a orelha da obra).

Você quer saber ou relembrar quem matou Odete Roitman, em Vale Tudo? Ou quem sabe descobrir que coisas Dona Lola fazia para ajudar o marido nas despesas do lar, em Éramos Seis? Sacie então a sua curiosidade. Busque por este livro e não se arrependerá. Obra muito bem planejada, feita por alguém que gosta mesmo do assunto para pessoas de semelhante gosto.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Resenha: Crianças Como Você


Uma emocionante celebração da infância no mundo

Celina, do Brasil, ajuda nos afazeres de casa todos os dias buscando água com seus irmãos em um poço próximo do lugar onde vive. Sabah, da Jordânia, tem um pai, duas mães e vinte e três irmãos. Bogna, da Polônia, adora fazer fantoches e máscaras, especialmente na época de Carnaval. Na casa de Ari, na Finlândia, há uma sauna que ele e sua família usam duas vezes por semana. Meena, uma menina pobre da Índia, é um tanto vaidosa: usa óleo nos cabelos para deixá-los brilhantes e também pinta suas unhas com henna, uma espécie de corante natural. Taylor, dos Estados Unidos, coleciona adesivos e quer ser bombeiro ou um Power Ranger quando crescer.

Quem nunca reservou um único momento de sua vida para imaginar como pessoas de outros países vivem. Imaginar o que fazem no dia-a-dia, o que comem, o que bebem, como se divertem, como são suas casas.. Qualquer um que traga dentro de si o espírito de cidadão do mundo já deve ter passado horas, minutos e quem sabe até segundos devaneando a respeito do assunto.

Por meio deste livro, tal curiosidade pode ser saciada. Embora seja direcionado aos pequenos, como o título sugere, Crianças Como Você, de Barnabas e Anabel Kindersley, pode ser lido tranqüilamente por pessoas das mais diversas faixas etárias. Em relação a mim, caiu como uma luva quando resolvi fazer pesquisas para escrever meu primeiro livro, cheio de personagens do mundo inteiro.

Nesta obra, crianças de verdade falam e escrevem sobre sua vida e seu jeito de ser. E o melhor de tudo é que cada relato é ricamente ilustrado. Não apenas descobrimos peculiaridades a respeito das crianças, como também vemos. Pudera, já que os pequenos apreciam muito livros com figuras. E neste, elas não faltam.

Os autores fizeram um trabalho minucioso, rico, onde Barnabas fotografou e Anabel entrevistou as crianças. Surpreendente e emocionante, o livro é um marco: fez uma viagem pelas diferentes culturas do mundo mostrando o cotidiano dos menores nos mais variados países como ninguém havia feito antes.

Por ter sido editado em associação com o Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, a compra deste livro reverte fundos para projetos da instituição no mundo todo. Portanto, se você pretende unir o útil ao agradável, adquira o seu nas melhores livrarias.

E descubra que os relatos contidos nesta obra representam muito mais do que simples viagens. Cada um deles, na verdade, retrata uma verdadeira comunhão com o mundo, nos aproximando ainda mais daqueles que muitas vezes consideramos diferentes de nós. Mas que em um contato mais profundo e minucioso, revelam ser mais parecidos com a gente do que imaginamos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Harry Potter em quadrinhos


A cartunista Lucy Knisley resolveu facilitar a vida de leitores preguiçosos que ainda não leram todos os livros do bruxinho assinados por J. K. Rowling. Se você é um deles ou não, vale a pena dar uma conferida nos belos trabalhos de ilustração desta jovem e talentosa artista norte-americana.
Dica: clique em cada uma das ilustrações para visualisá-la em tamanho original. 


Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e a Câmara Secreta


Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


 Harry Potter e o Cálice de Fogo


 Harry Potter e a Ordem da Fênix



O chato de tudo é que ela só fez ilustrações para os cinco primeiros volumes da saga. Esperamos então que ela complete os demais algum dia. Até a próxima!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Nossa Língua (VIII)


Mais curiosidades sobre algumas palavras da língua portuguesa


Ano-novo
Você sabia que a palavra Ano-novo pode significar duas coisas: a primeira delas é que pode ser sinônima de “Réveillon”, ou seja, o primeiro dia do ano. Para esse caso, escreve-se com hífen “Ano-novo”. O segundo significado é novo ano, ou seja, o ano que será transcorrido após o Réveillon. Para esse caso, escreve-se sem hífen!

Através de
A expressão ”através de” devia ser evitada como sinônimo de "por meio de, por intermédio de", uma vez que a maior parte dos dicionários não registraria a locução com este sentido. No entanto, o novo Dicionário Aurélio Século XXI (1999) já registra esta locução com o sentido de "por intermédio de", pois é uma expressão tão corrente e usual na língua que os próprios usuários modificaram seu sentido, cristalizando-o mesmo nos dicionários.

Como escrever horas?
O correto é 2h30min (abreviado) ou 2 horas e 30 minutos.
Escreva sempre meio dia e meia.
Use crase diante das expressões de tempo formadas por palavras femininas: Às 2h – à meia-noite – à tarde – à noite etc.

Religamento ou Religação?
Podemos usar as duas formas, dependendo do contexto, é claro!
Utilizamos Religamento como expressão masculina:
Ex.: Providenciarei o religamento de seu aparelho ainda hoje.
Usamos Religação como expressão feminina:
Ex.: Providenciarei a religação da sua internet amanhã.

Ância X ânsia
O certo é ânsia. Mesmo se a terminação “ância” normalmente é com “c”, como em constância, discordância, elegância etc.

Cabelereiro X cabeleireiro
O certo é cabeleireiro, porque a palavra primitiva é cabeleira, e não cabelo.

Quota X cota
Uma quantia determinada pode ser denominada cota ou quota. As duas formas estão corretas.

Acidímetro
Você sabia que há um instrumento para medir o grau de acidez de um líquido? Chama-se acidímetro.

Cachorro-quente X cachorro quente
Se estivermos nos referindo ao sanduíche temos que usar o hífen. Caso contrário estaremos comentando a temperatura do cachorro, cachorro mesmo!

Baragnose
“Ele sofre de baragnose.” Ou seja, é incapaz de sentir o peso dos objetos, de compará-lo com o de outros.

Bem-me-quer, malmequer
É assim mesmo. Bem-me-quer se escreve com hífens e malmequer se escreve tudo junto.

Baton X batom
Batom é a versão aportuguesada da palavra baton, em francês, portanto, está correta. As duas formas são usadas no Brasil.

Acedente X acidente
As duas palavras estão corretas. Acedente significa aquele que acede, ou seja, aquele que concorda. Acidente significa acontecimento imprevisto.

Chamarisco X chamariz
As duas palavras estão corretas e têm o mesmo sentido. Significam aquilo que chama, que atrai.

Aja X haja
Aja é uma forma do verbo agir e haja, do verbo haver. Observe o exemplo para não confundir mais: Aja com atenção para que não haja novos acidentes.

Algures X Alhures
Estes dois advérbios de lugar são pouco usados. Mas algures quer dizer "em algum lugar". Já alhures significa "em outro lugar".

Além-mar X Além mar
Além pede sempre o hífen: além-mar, além-fronteiras etc. 

O alface X A alface
Alface é substantivo feminino. Diga: "a alface está muito tenra". 

Se acaso X Se caso
Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: "Se acaso o Brasil for campeão, eu vou...". Mas podemos dizer: "Caso o Brasil seja campeão, eu vou...". 

A princípio X Em princípio
A princípio significa inicialmente, antes de mais nada: Ex: "a princípio, gostaria de dizer que estou bem". Em princípio quer dizer em tese. Ex: "em princípio, todos concordaram com minha sugestão".

À medida que X Na medida em que
As duas expressões existem: À medida que significa à proporção que. Na medida em que equivale a tendo em vista que. O que não existe é a mistura dessas duas expressões: à medida em que. 

As custas X À custa
As custas só se usa na linguagem jurídica para designar despesas feitas no processo. Portanto, devemos dizer: "o filho vive à custa do pai", no singular.

Um dos que foi X Um dos que foram
Um dos que deixa dúvidas. Há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão. Mas pela norma culta, devemos pluralizar: "eu sou um dos que foram admitidos"; "Sandra é uma das que ouvem rádio". 

Bem-vindo X Benvindo
Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever bem-vindo, sempre com hífen. 

A meu ver X Ao meu ver
O certo é a meu ver e não ao meu ver. 

Afim X A fim de
Afim tem relação com afinidade: gostos afins, palavras afins. A fim de equivale a para: "veio logo a fim de me ver bem vestido". 

Vice-prefeito X Vice prefeito
O prefixo vice deve ser sempre separado por hífen da palavra seguinte: vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor etc. 

Subsídio: S ou Z?
É comum ouvirmos no rádio e na TV o entrevistado dizer: "O que nos falta são subzídios". Quer dizer, fala com a pronúncia do z. Mas não é: pronuncia-se ss. Portanto, escreva subsídio e pronuncie subssídio. 

Retificar X Ratificar
Não se esqueça: retificar é corrigir, e ratificar é comprovar, reafirmar: "Eu ratifico o que disse e retifico meus erros". 

Pôr X Por
Pôr só leva acento quando é verbo: "Quero pôr tudo no seu devido lugar". Mas se for preposição, não leva acento: "Por qualquer coisa, ele se contenta". 


Fonte consultada: Fórum Amigos do Noivo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Resenha: Almanaque dos Seriados


Excelente opção para os nostálgicos


Nos últimos anos, em terras brasileiras, houve uma abundante e variada proliferação de almanaques que abordam os mais diversos temas, como televisão, novelas, cinema, quadrinhos, fusca, futebol, anos 70, 80, 90... E como não poderia deixar de ser, os seriados de TV teriam de ter o seu espaço também.

Verdadeiras manias nacionais, os seriados encantam inúmeras gerações Brasil afora, sejam os mesmos nacionais ou estrangeiros. E neste Almanaque dos Seriados, temos a oportunidade de recordar muitas produções que marcaram época ou que já caíram no esquecimento.

Diferente de seu trabalho posterior, o Animaq - Almanaque dos Desenhos Animados, que deixou um pouco a desejar, Paulo Gustavo Pereira faz um trabalho irrepreensível com este livro, na verdade sua estréia como autor. Nele você vai encontrar alguns seriados que muitos curtiram na infância, como o japonês Nacional Kid e o nacional Vigilante Rodoviário, sem falar em outros consagrados como Agente 86, Magnum, a Ilha da Fantasia, As Panteras e outros mais recentes como CSI, Barrados no Baile, Law & Order, Smallville, Sex and The City, Friends.... Com capítulos divididos por décadas, de 1950 a 2000, foram selecionadas as séries mais populares, com suas histórias, bastidores, dados sobre atores, produção e muitas outras curiosidades. 

Se eu fosse você não desperdiçaria a oportunidade de embarcar no túnel do tempo e recordar momentos marcantes que você um dia teve em frente a TV. Vamos nessa então?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Leitura e saúde - Conclusão


Confirmado: Ler no banheiro faz mal à saúde


É comum ouvir conselhos de que a leitura no banheiro ajuda a relaxar. Na verdade, a posição sentada, enquanto se aguarda o momento da evacuação, não é adequada, pois contribui com o surgimento de hemorróidas. O médico Renato A. Bonardi, chefe da Unidade de Coloproctologia do serviço de cirurgia geral do Hospital de Clínicas de Curitiba e professor adjunto do Departamento de Cirurgia da PUCPR e da UFPR, alerta para que "se evite o hábito de leitura no banheiro, pois pode desencadear a formação de hemorróidas pelo aumento de pressão sobre os vasos hemorroidários." A presença delas com ou sem acompanhamento de sangue faz parte do conjunto de afecções anorretais que estiveram presentes na história da humanidade. Os hábitos da vida moderna contribuem com o aumento de sua importância. Calcula-se atualmente que mais da metade da população a partir dos 30 anos tem hemorróidas.
Retrospectiva. De acordo com Quilici e Reis Neto (2000), em 2750 a.C. a medicina egípcia se mostrava adiantada e utilizava narcóticos para a sedação cirúrgica. Especialistas já atuavam em diversas áreas. Dentre os especialistas de doenças anais, um era médico pessoal do Faraó e tinha o título de O guardião do ânus do Faraó. A história escrita da medicina egípcia começou em 3000 a.C., conforme os papiros antigos que copiavam ensinamentos contendo fórmulas médico-místicas de anotações mais remotas. Na Índia, nos livros sagrados do budismo, está registrado o nome do médico Jivaka, lembrado pelas operações que realizava e pelas menções ao tratamento de hemorróidas. Na Grécia, Hipócrates descreve o tratamento das dilatações de veias anais por meio de sangria no braço para conter o fluxo hemorrágico.
Mas foi na primeira escola de medicina conhecida no mundo, a da cidade de Alexandria ao norte do Egito, que surgiu, no século IV a.C., o manuscrito apresentado por Paulus Aegineta (502-575), conhecido como Aécio de Constantinopla, que descreve uma técnica operatória para doença hemorroidária completa. Na Idade Média, entre os anos 1000 e 1400, o nome de homorróidas se tornou deselegante e passou a se chamar mal de São Fiacro. No século XVI, as hemorróidas com hemorragias passaram a ter a indicação absoluta de cirurgia devido à anemia que acarretavam. Nos séculos XVII e XVIII foi difundido o uso de laxativos para o tratamento de fístulas anais.
Hemorróidas já acometeram grandes figuras da humanidade como Tibério, o imperador romano e o educador Lutero. Os estudos sobre a doença hemorroidária realizados pelo patologista e anatomista Giovanni Batista Morgagni (1682-1771) indicam que elas não existem em animais e relacionam a sua etiologia à posição vertical do homem associada à ausência de válvulas venosas na circulação retal e à predisposição hereditária. No século XIX começou o avanço da medicina moderna. O pioneiro da proctologia brasileira, em 1914, foi o pernambucano Raul Pitanga Santos, que clinicava no Rio de Janeiro.
Prevenção. Existem meios para a prevenção. O médico proctologista, Renato A. Bonardi, comenta que "as lesões anais são interpretadas pela população como hemorróidas, mas nem sempre representam hemorróidas. Quando se tem um sintoma, principalmente o sangramento, ele deve ser sistematicamente avaliado, porque lesões graves como o câncer do reto surgem primeiramente com uma lesão, ou seja, as lesões precursoras do câncer colo-retal podem se manifestar com sangramento. Além do sangramento, outros sintomas são comuns. Por exemplo, a presença de muco ou catarro nas fezes, a presença de secreção purulenta como fístulas, a sensação de evacuação incompleta ou a necessidade imperiosa de evacuar repetidamente. Fatores predisponentes e desencadeantes de hemorróidas ocorrem no período gestacional, por esforço e aumento de pressão, como resultado de fatores anatômicos, e na posição sentada por tempo prolongado no vaso sanitário."
O paciente V. D. A., empresário que fez tratamento para se livrar de hemorróidas, acha que ficar muito tempo sentado diante de um computador poderia provocar o aparecimento dessas dilatações de veias anais, mas para o dr. Bonardi isso não é real. O que as provoca é a posição sentada no vaso sanitário, pois é como se um funil estivesse dentro de outro funil, facilitando seu aparecimento.
Dentre os cuidados higieno-dietéticos, o professor Bonardi destaca: a alimentação com fibras; a ingestão adequada de líquidos; a prática da não-leitura no banheiro no processo de evacuação; o uso adequado de papel higiênico que, se for de qualidade inferior, deve ser umedecido para não causar lesão à pele. Os lenços umedecidos são aconselhados no período de cicatrização de lesões cutâneas, mas podem ser utilizados diariamente. O papel higiênico industrializado colorido é mais agressivo à pele. O médico proctologista finaliza com a recomendação considerada o mais importante cuidado preventivo: todo e qualquer sangramento deve ser sistematicamente avaliado ou todo indivíduo que tem um sintoma deve procurar os profissionais da medicina.

Texto publicado no site Paraná Online, de autoria da jornalista Zélia Maria Bonamigo, especialista em Mídia e Despertar da Consciência Crítica e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. E-mail:zeliabonamigo@uol.com.br

sábado, 23 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro



Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região semi-autônoma da Espanha.
A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em Barcelona, Vicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.
Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.
No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.
Mais tarde, em 1996, a UNESCO instituiu  23 de abril como o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, em virtude de 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo britânico.
No caso de Shakespeare, tal data não é precisa, pois que na Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava-se o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias para o calendário gregoriano, usado na Espanha. Portanto, Shakespeare faleceu efetivamente 10 dias depois de Cervantes.

Fonte consultada: Wikipédia.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Resenha: Conspirações



Quase tudo o que não querem que você saiba

Conspirações, de Edson Aran é um livro bem descontraído, embora trate de temas fascinantes e intrigantes que, desde priscas eras, confundem e alarmam (muito) toda a humanidade. Se você quiser levar a sério tudo o que ele é escreve e descreve aqui, a escolha é totalmente sua.

O livro enfoca basicamente, de forma resumida e dinâmica (através de verbetes) as principais teorias da conspiração que surgiram e foram propagadas mundo afora no decorrer de dois milênios de história humana. E para quem ainda não sabe, teoria da conspiração é uma teoria que supõe que um grupo de conspiradores está envolvido num plano e suprimiu a maior parte das provas desse mesmo plano e do seu envolvimento nele. O plano pode ser qualquer coisa, desde a manipulação de governos, economias ou sistemas legais até a ocultação de informações científicas importantes ou assassinato de pessoas que se colocaram em seus caminhos.

Osama Bin Laden é um agente da CIA? A Terra é oca? Jesus Cristo teve filhos? Os nazistas tinham contato com extra-terrestres? Répteis alienígenas estão controlando tudo? Roberto Marinho estava morto desde 2001? Edgar Allan Poe era um assassino? Mulheres são de Urano? Homens são de Sírius? Estas e muitas perguntas povoam constantemente o imaginário das pessoas em todos os lugares.

Apesar de não ser um livro completamente original, pois existem outras publicações que podem ser consideradas mais sérias do que esta, o autor teve o mérito de torná-lo mais acessível e de fácil assimilação para seu leitor, de uma forma até divertida: logo após de apresentar uma teoria das conspiração, ele enumera, com muito humor e sarcasmo, tudo o que já se escreveu e se imaginou a respeito desta mesmíssima, incluindo-se então novas teorias e desdobramentos que muitas vezes não são nem um pouco ortodoxos, geralmente tirando sarro de alguém ou alguma instituição muito famosa.

Mas teorias de conspiração têm esse destino. Muitas delas são vistas com ceticismo e constantemente são ridicularizadas, já que boa parte delas se origina na mente de pessoas nem um pouco confiáveis e desprovidas de mentalidades sãs.

Se você gosta de livros sérios, é melhor não arriscar com este. Mas se gosta de estar antenado com as atualidades do mundo, mesmo que elas não gozem de credibilidade, este é seu livro. Achei tão gostoso de ler e tão descontraído que o conclui praticamente no mesmo dia em que adquiri.

É uma obra perfeita para aqueles momentos em que necessitamos fazer pausas em nossas leituras mais densas. Eu recomendo, mesmo sentindo falta de algumas teorias em seu texto, como o "terceiro segredo de Fátima", já que aquela história de atentado ao Papa João Paulo II até hoje não me convenceu.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Resenha: A vida secreta dos grandes autores


O que nossos professores de literatura nunca contaram 
sobre romancistas, poetas e dramaturgos em suas aulas

Você já deve, em algum momento de sua vida, ter imaginado como é a vida do autor que você mais gosta ou admira, não é?

Confesso que muitas vezes já devaneei sobre alguns deles. Já visualisei J. K. Rowling aproveitando os confortos de sua mansão milionária, Neil Gaiman caminhando por florestas buscando inspiração para seus livros e até  Suehiro Maruo visitando suspeitíssimos clubes de sadomasoquismo.

O caso é que quase sempre os chamados 'leitores vorazes', aquelas pessoas que gostam mesmo de ler estão às voltas com a vida pessoal de algum escritor favorito seu, ora imaginando-a cheia de glamour, ora achando-a pacata e tediosa até demais, especialmente quando o autor é daqueles que levam bastante a sério o seu compromisso de escrever, priorizando mais o verbo trabalhar e menos o verbo divertir em suas vidas, por conta de uma série de compromissos a cumprir.

Entretanto, eles são pessoas comuns como todos nós, ou seja, são essencialmente seres humanos, dotados de qualidades e defeitos. E a função deste livro de Robert Schnakenberg, ilustrado magistralmente por Allan Sieber (praticamente um co-autor) é tentar desmistificar estes seres que tanto amamos ou admiramos, mesmo conhecendo-os apenas superficialmente.

A vida secreta dos grandes autores, é um livro bastante agradável e de fácil leitura que mostra resumidamente os defeitos, as fraquezas e as fragilidades humanas sobre as quais nunca se falou a respeito de grandes nomes da literatura mundial, escolhidos criteriosamente pelo autor, como Virginia Woolf (que escrevia seus livros em pé), Franz Kafka (que tinha fama de nudista), Agatha Christie (que odiava seu personagem mais querido do público, Hercule Poirot) e muitos outros mais.

Curioso(a)? Eu também fiquei bastante intrigado com as informações que o livro poderia me legar. Embora os relatos contidos nele sejam bastante superficiais, não citando fontes e soando mais como uma compilação de boatos, Robert Schnakenberg conseguiu despertar meu interesse de leitor e fã de determinados autores, imaginando se não haveria um pouco de veracidade nestas informações. É um livro para se ler de uma só sentada, mais como forma de diversão do que informação.

Por fim, as únicas ressalvas que faço à obra além da sua superficialidade são suas notórias lacunas quanto à escolha dos autores 'investigados', que muito limitada, deixou de fora nomes mais recentes da literatura e escritores de língua portuguesa ou qualquer outro idioma que não seja o inglês, o francês, o espanhol e o alemão.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...