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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, ganha uma seqüência

Parece até mentira, mas Holden Caufield, o adolescente questionador e sem rumo criado por J. D. Salinger para a sua obra máxima, O apanhador no campo de centeio, continua vivo. E mais vivo do que nunca.
Foi preciso o autor passar desta para uma melhor para que isto fosse possível. Em vida, Salinger jamais pensaria em dar continuidade às aventuras de Holden, que seria na verdade um alter ego do próprio autor que o criou. Por isso, o escritor Fredrik Colting assumiu a ousada tarefa de continuar uma das principais narrativas da literatura norte-americana neste 60 Anos Depois: Do Outro Lado do Campo de Centeio  (Verus Editora, 2010).
Na obra, além de atualizar o clássico, ele promove o encontro entre Holden Caulfield, o já não tão jovem protagonista do livro original, com o seu criador, Salinger. Desta vez, Holden foge de um lar de idosos para se perder pelas ruas de Nova York. A metrópole começa a evocar lembranças importantes de sua vida.
No entanto, diferente do passado, o ativo aventureiro percebe que seus novos embates agora são contra a senilidade, que se mostra presente em suas ações. E, permeando a narrativa, a consciência de Salinger torna-se também personagem e tenta entender e controlar o protagonista que criou.
Holden Caufield é um dos mais conhecidos e admirados anti-heróis da ficção nos Estados Unidos. No livro original de Salinger, ele é um rebelde expulso da escola e que sai para se aventurar em Nova York encarnando assim a alienação, a inocência e a fantasia juvenis.
A obra, publicada originalmente em 1951, abriu caminho para a contracultura e rebeldia da década seguinte e tornou-se um contraponto ao conformismo do pós-Guerra. Antes de Salinger, como já escrevi antes aqui no blog, nenhum autor tinha mergulhado antes no universo dos jovens sem pensar como um.
Se você ficou curioso como eu fiquei, corra, leia e tire suas próprias conclusões sobre a obra.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Conhecendo Dr. Guto


Leste do Rio



Vejo o Rio verde limão, azul turquesa, goiabeira, a jaca da bicicleta. Micos que descem da mata e vêm comer banana na mão, e mordem seu dedo, barulho de riacho que corre e vira pedra. Sou eu, caminhando, caminhando, que falo a vocês parados no céu: desce daí sacolé, paçoca de amendoín! Sorvete de abacate de trem vem ser feliz, ouça os bobos não, que martelam as cruzes na areia. Areia já levou as tristezas pra Yemanjá, que volta na garrafa de sidra. É, sei que é sidra pelo rótulo, mas podia ser pindorama, batida de umbu ou água do mar. Rolou e a praia virou noite. Que medo de praia. Índio de fora não tem sua Iracema ou brucutu, se for índio no fim da fila...

Barbie, baitola, isso tem no Rio? E o jacaré vem comer os bago deles? Xô caipora feia – violência. Deixa elas namorar, deixa o pastor orar e mendigo mendigar. Sua inimiga aqui é alegria! O bafo do churrasco, os bêbedos da Lapa. Carioca é a Prainha, a maconha na Maré, o Solar da Imperatriz! Hoje ela é senhora de anágua, que censura tudo que censurar. Quer Pan não, quer fumando na escada não, abaixa o som! Vai chamar a polícia! Uuuuuuuuu, pan, pan, pan, cadê o mastercard? Chama Lula, tira do mar, faz alguma coisa cabeça de camarão!!! Tu também é culpado sr. promotor,  preguiçou, ganha vinte mil por mês! O camelô vinte tostão... Grafittei errado excelência: tu dormiu na arquibancada paulista trouxa! Ah, nem turista branquelo tu é, veio de busão São Geraldo, cheio de gaiola, vencer no Maracanã.

O Janeiro é tolerante, redentor, calçadão bordado, pagode com Jazz encima da laje, zona norte, zona sul, e a oeste mata. Gente que chega no tom do avião: ser feliz e nem acordar, porque sono aqui ninguém quer, só ser marimbá! Índio pescador e pescar gente bonita, forasteira, ruiva de shoppings, uma mulata de silicone! Oh negão, qual o problema? Vejo o Rio verde limão, pedalando, sambista e pouco leitor, mas um dia a gente ainda estuda e aprende a pescar manjuba! Moro no mar, no leste do Rio, pra lá dos canhões... Pelas ondas até o Costa brava posso afirmar: o Rio mesmo é a rádio Roquete Pinto!  Beijo em todos.


Dr. Guto é um novo escritor que dá banana aos macacos e veneno a quem precisa de veneno... na definição do próprio.

Pacato advogado da cidade do Rio de Janeiro, pode ser encontrado através de duas formas no vasto mundo virtual: pelo twitter (twitter.com/drgutorj) e no site abaixo, onde o leitor interessado pode fazer o download de seu primeiro livro de crônicas, no formato e-book, cuja capa ilustra esse post.


Não deixe de conhecê-lo e de conhecer suas obras. É amigo e super gente boa. 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Novidade


Aproveitando a postagem da resenha do livro 1808, aviso aos leitores do blog que já está disponível nas livrarias do Brasil a seqüência deste livro, também assinada por Laurentino Gomes. Trata-se de '1822' (vide capa acima).

O livro anterior, '1808', termina com a partida da família real de volta a Portugal, pressionada pela Inglaterra, a grande potência da época, que estava interessada em relações comerciais mais vantajosas com o Brasil sem a interferência dos portugueses.

Esse estratagema da Inglaterra foi a mola mestra que impulsionou o processo de Independência do Brasil da metrópole. E neste livro, conheceremos um pouco mais a respeito do evento e também o curto reinado de D. Pedro I, com maior riqueza de detalhes.

Fica então a dica.
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