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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resenha: Rock in Rio


A história do maior festival de música do mundo

Rock in Rio, o festival de rock pioneiro do Brasil: muitos foram e nunca esqueceram. Eu nunca fui, mas confesso que é difícil de esquecê-lo também, pois de certa forma, fascina.

Fascinação essa que tem origem nas inúmeras histórias que li aqui e ali em diversas publicações ou que ouvi falar ao longo dos anos, a respeito de todas as edições do festival, especialmente as que foram realizadas em solo brasileiro. E é nelas que o livro do jornalista Luiz Felipe Carneiro foca.

Com inúmeras fotos, Rock in Rio - o livro - traz consigo os registros dos grandes momentos destas edições, com especial atenção às duas primeiras, como o leitor verificará ao comparar o número de páginas dedicado a cada uma delas. Alguns críticos poderiam tomar isto como um descaso do autor, mas o fato é que as mesmas foram muito mais interessantes, tanto no andar dos acontecimentos, quanto musicalmente falando, afinal os ídolos de hoje (cada vez mais descartáveis) não são e nunca serão como os de outrora.

Para que este livro fosse possível, o autor pesquisou mais de 2 mil artigos e entrevistou diversos organizadores do festival, incluindo Roberto Medina, o idealizador do evento e dezenas de artistas e jornalistas em busca de episódios inusitados em cada edição, com destaque especial ao dublê de ator/humorista/relações públicas Amin Khader, que foi camareiro chefe e cicerone dos artistas em todas as edições. 

Entre as situações narradas por Medina, Khader e outros está a de Rod Stewart jogando futebol com sua equipe dentro de uma luxuosa suíte de hotel, deixada literalmente em cacos; a generosidade de Axl Rose em compartilhar uma macarronada com produtores, faxineiros e camareiras da equipe de apoio do festival; Cássia Eller impressionando o ex-Nirvana David Grohl, atual líder do Foo Fighters, com sua louca performance no palco, sem falar nas exigências e esquisitices de Prince, os chiliques de Freddie Mercury e muito mais.

Nem preciso dizer que este é um livro bem gostoso de ler, especialmente se você curte cultura popular, música e histórias de bastidores. Se for seu caso, não perca mais tempo e adquira logo o seu. Unindo entretenimento e história, Rock in Rio é uma obra fundamental para as estantes de todos os antenados, tenham eles ido ou não ao festival. Recomendo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Resenha: Saudades do Século XX


Mais que um livro de memórias, um verdadeiro legado

Saudades do Século XX pode parecer exclusivamente um livro de memórias à primeira vista, ainda mais com o termo "saudades" tão destacado e onipresente no título.

Mas não se engane. O livro, realmente, é sobre recordações, mas ao lê-lo, ficou claramente explícito para mim que a finalidade maior da obra é legar a uma nova geração aquilo que Ruy Castro, o autor, apreciou em seus anos dourados de juventude e continua apreciando em idade madura.

Escritor de reputação insuspeita, Ruy é um dos melhores do Brasil no quesito biografias. E neste livro é o que não faltam, mesmo sucintas. Billie Holiday, Anita O'Day, Doris Day, Fred Astaire, Mae West, Orson Welles, Billy Wilder,  Alfred Hitchcock, Dashiell Hammett, Raymond Chandler, Humphrey Bogart, Glenn Miller e Frank Sinatra, com histórias de suas vidas, o esperam aqui.

Em sua obra, Ruy conta a vida desses nomes universalmente admirados do cinema, da literatura e da música popular. Vidas tão ricas e emocionantes quanto as obra que deixaram. E, em muitos casos, vidas que foram o exato oposto das imagens que eles passavam em seus filmes, livros e discos, por conta de tragédias pessoais.

Portanto você conhecerá uma Billie Holiday às voltas com drogas pesadas e casamentos infelizes, uma Doris Day implacavelmente atacada pela crítica e por seus credores, uma Mae West supostamente frígida (logo ela, uma deusa do sexo), um Orson Welles que não conseguia concluir seus projetos, mesmo sendo considerado um gênio e um Frank Sinatra com sérios infortúnios na vida amorosa e profissional.

Se você já aprecia estes artistas, excelente! Se não aprecia, recomendo que um dia resolva averiguar suas vidas por meio da leitura deste livro, que é ótimo, na minha mais sincera opinião, mesmo não trazendo relatos mais completos e detalhados das vidas daqueles que foram retratados em suas páginas. 

Saudades do Século XX, como disse antes, é um livro feito para despertar uma espécie de bom gosto nos leitores para as coisas que o autor aprecia. E espero que consiga este propósito. Confesso que após a leitura, fiquei interessadíssimo em saber um mais a respeito da vida destas pessoas e também sobre suas dignas contribuições para tornar este mundo um pouco mais melhor.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Resenha: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer


Insatisfatório

Eis um livro que já me causou aborrecimentos desde o momento em que folheei pela primeira vez suas páginas, em especial o índice dos tais discos.

Não pude crer que os 90 jornalistas e críticos de música internacionalmente reconhecidos (selecionados e supervisionados por Robert Dimery), que supostamente deveriam apresentar uma rica seleção dos álbuns mais inesquecíveis de todos os tempos, puderam deixar de fora os clássicos!

Não digo os clássicos de jazz, blues, rock, pop e outras vertentes musicais, que pipocam aqui e ali na obra, muito bem divididos de acordo com as décadas em que foram feitos. Mas me refiro aos artistas de música clássica, que foram omitidos sem explicação. E as melhores trilhas sonoras de todos os tempos então? Onde estariam?

Munido já de uma certa vontade, comecei a ler. E conforme fui avançando, o rótulo de mediano não cansava de surgir em minha mente enquanto eu lia este 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer.

Foram raros os momentos de entusiasmo durante a leitura, pois quase a metade dos discos retratados na obra são de artistas que não conheço ou com os quais antipatizo. Embora todos representem um convite à uma audição futura, confesso que não fiquei muito estimulado com a maior parte das sugestões e resenhas.

Mas, gosto musical é que nem umbigo. Cada um tem o seu.

O livro é apenas bom. Duvide seriamente de quem lhe disser que é ótimo, excelente. Pois muita coisa boa ficou de fora, inclusive entre os gêneros musicais que ele prioriza. Sem falar na música que é feita no Brasil.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Poesia (XVI)


Do Amor

Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.


Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, 
inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor nos domine?


Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.

A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.


O amor brilha. como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.


A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

[Paulinho Moska]

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Resenha: Almanaque do Rock



Básico

Neste almanaque, Kid Vinil (jornalista musical e ex-membro da banda Magazine) fez um relato básico da história do Rock. Quem já está familiarizado com o tema, com certeza achará o livro em questão um tanto óbvio e repetitivo, sem maiores novidades e surpresas.


Mas trata-se de uma bibliografia indispensável aos que não são tão familiarizados assim com o assunto, ou seja os iniciantes, quando o assunto é a história e a evolução dessa vertente musical nascida nos Estados Unidos da América e que se popularizou mundo afora nas mais diferentes formas, sejam nas mais leves e populares como o rockabilly e o pop rock ou às mais pesadas e alternativas, como o heavy metal e o punk rock. 


Para mim, o único pecado do autor em relação ao livro foi a provável pressa dele em terminá-lo (tive essa nítida impressão), deixando alguns nomes relevantes do rock recente como Alanis Morissette, Roxette, Cranberries, Cardigans e Garbage (notórios ícones dos anos 90) de fora do livro. Artistas que eu particularmente aprecio e que obtiveram relativo sucesso em âmbito mundial.


Porém, mesmo com essas lacunas, recomendo a leitura do almanaque. E espero que em edições futuras, o autor faça as devidas retratações necessárias.


Abaixo, um pequeno vídeo da época do lançamento do livro: uma entrevista de Kid Vinil para o Programa de TV Pé na Porta. Aprecie.

sábado, 21 de agosto de 2010

Resenha: Roberto Carlos em Detalhes





Valeu cada centavo!


Comprei o livro por um preço bastante salgado por conta de sua proibição nas livrarias brasileiras e nem sou tão fã assim do Roberto. Mas o que motivou minha busca por este livro foi a grande curiosidade a respeito de todas as controvérsias que supostamente estavam contidas na obra, que como todos sabem, levaram o biografado a mandar recolher todas as cópias, num ato muito arbitrário de censura. 

Roberto Carlos provavelmente não gostou do teor do livro porque não trata apenas de suas glórias em vida, mas também de assuntos espinhosos de sua esfera pessoal. Eu, particularmente, acho que ele nem chegou a lê-lo, afinal não há absolutamente nada neste livro que o desabone. A obra tornou apenas públicos alguns acontecimentos traumáticos da trajetória do biografado, tornando assim a figura mítica, o "Rei", em algo mais humanizado, um mero mortal dotado de qualidades e defeitos. E olha que os defeitos nem são tantos assim.

"Roberto Carlos em Detalhes" é mais do que uma mera biografia não-autorizada de um ícone brasileiro. Trata-se de um verdadeiro compêndio sobre música popular brasileira, incluindo-se aí alguns de seus maiores artistas, festivais e composições que povoaram e ainda povoam o imaginário das pessoas desta nação. Recomendo a obra com louvor! 

E ainda desconfio seriamente que Roberto não tenha gostado do livro por causa das cores de sua capa. Se as mesmas fossem azul e branca, talvez a história dessa proibição tivesse sido muito diferente!

Que mancada, hein, Paulo Cesar Araújo!

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