I made this widget at MyFlashFetish.com.

Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador notícias. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ler antes de dormir faz bem


Ler antes de dormir é um hábito comum que geralmente tem origem na infância, quando pais sentam-se à cabeceiras de seus filhos e narram histórias para ninâ-los. Mas, será que o costume traz efeitos benéficos?

Pesquisadores apontam que sim. Desde a infância, o hábito da leitura feita pelos pais auxilia no desenvolvimento das habilidade linguísticas das crianças, tendo ainda efeito na coordenação motora (o manuseio do livro e suas páginas) e na memória dos pequenos, estimulando-a. A leitura também implicam na conduta da criança em sua vida. Conforme as palavras de Barry Zuckerman, professor universitário responsável pela pesquisa, “as crianças, por fim, aprender a amar os livros porque estão compartilhando-os com alguém que amam”.

Um dos muitos benefícios da leitura é a qualidade do sono. Quando se lê antes de dormir, tornando a atividade um hábito, a leitura age como um alarme para o corpo e emite o sinal de que aproxima-se a hora do sono. Calcula-se que de 30 a 40% da população adulta sofra com insônia e outros distúrbios do sono e a leitura pode ser um bom aliado para quem sofre destes maus. Especialistas indicam ainda que a forma da leitura deve ser feita de forma calma, tranquilo, com ritmo mais lento.

Além de facilitar o sono, a leitura é apontada por alguns como uma forma de melhor absorção de conteúdos e informações. Ao adormecer, o subconsciente está mais acessível e quando você lê, a mente tende a facilitar colocar seu psicossoma naquilo que está concentrando antes de dormir. Daí a maior absorção.

Mas cuidados. A leitura antes de dormir pode ser um agravante se feita sem alguns cuidados. Estar em uma posição confortável durante a leitura evita que haja dores nas costas e que problemas lombares sejam agravados. É preciso não ter um apoio confortável e que não se force o pescoço. Especialistas indicam ainda não fazer a leitura já deitado na cama, sendo preferível a escolha de uma poltrona confortável. Os novos tabletes e notebooks não são aconselháveis para a leitura que antecede imediatamente o sono. Especialistas afirmam que telas e displays muito brilhantes despertam a atenção de cérebro e olhos, impedindo que o hormônio melatonina, um dos grandes responsáveis por regular o sono, seja ativado no organismo.

Fonte: Blog Dicas.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ministros do Brasil discutirão a implantação definitiva de tablets na educação dos brasileiros



O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou na manhã do último dia 7, que encontrará os ministros da Educação, Fernando Haddad, da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para discutir o uso dos tablets para a educação.

"Na viagem ao Uruguai com a presidente Dilma, coloquei a experiência da Coreia do Sul, que em 2014 já não vão mais oferecer livro didático impresso. Ela me pediu para procurar o Haddad sobre o assunto, e o ministro revelou que já tem iniciativas sendo discutidas por lá. Então, até a próxima semana, devemos nos encontrar", afirmou Paulo Bernardo.

Segundo Paulo Bernardo, mesmo antes de a presidente Dilma Rousseff assumir o cargo, já havia procurado ele para tratar dos tablets. "Nós não incluímos o tablet nas leis de isenção que beneficiam o computador com isenções porque ainda não existiam. Agora, já estamos incluindo ele. Mas precisamos de um plano abrangente para aproveitar essa tecnologia, não só na educação, mas em outras áreas também", afirmou.

Mas o ministro descartou que a proposta brasileira deva seguir a coreana, culminando com o fim das versões impressas. "Lá eles editam em pequenas quantidades só para as bibliotecas. Aqui, a condição é diferente, ainda há gente que prefere o livro. Mas com certeza haverá estudantes que terão seu primeiro contato com o livro didático em meio digital", disse.


Reportagem de Tiago Falqueiro, de Brasília, para o site G1.
07/06/2011.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Amanda Hocking, a mais nova milionária do mundo literário


Amanda Hocking: guarde esse nome porque em breve você ouvirá falar muito dele em jornais e revistas.
Amanda tem 26 anos e recentemente atingiu a marca de 1 milhão de livros vendidos.
Até aí, apenas uma história de sucesso literário. Mas tem mais.
A história na verdade começa com um episódio de rejeição.
Depois de ter manuscritos recusados por inúmeras editoras nos Estados Unidos, Amanda decidiu que lançaria seus livros por conta própria para plataformas como as do Kindle e do Nook.
E, por cada um, cobraria 99 centávos de dólar (aproximadamente R$ 1,60).
Em um mês, vendeu 100 mil livros eletrônicos.
Em menos de um ano foi capaz de largar um emprego formal e passou a viver da venda de seus livros.
Em abril deste ano, comprou sua primeira casa e pagou em dinheiro, segundo ela.
A verdade é que Amanda está milionária.
Seus livros, romances juvenis que exploram a paranormalidade (ela já lançou inclusive uma trilogia –SwitchedTorn e Ascend), continuam vendendo aos milhares, e apenas eletronicamente. E agora ela está famosa. No mesmo mês em que comprou sua casa ela foi destaque na edição americana da revista Elle.

Amanda é hoje, provavelmente, a autora indie de e-books mais bem sucedida do mundo.

Fonte: Blog Livros, de Milly Lacombe. Reportagem reproduzida integralmente.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Histórias inspiradoras de incentivo à leitura nas escolas



Se leitura vem bem próximo à palavra “inspiração”, conheça aqui atividades de algumas escolas que vão, sim, estimular educadores mas também todos os nós no incentivo à leitura. 
Podem copiar à vontade! E, se você tiver alguma história parecida para nos contar, aproveitem nosso espaço abaixo. 

Livro-presente 
No Colégio Cenecista Elias Moreira, em Joinville (SC), professores de crianças de 4 e 5 anos de idade pedem aos pais, no início do ano, uma quantia em dinheiro equivalente ao valor de um livro. No aniversário de cada criança da sala, então, presenteiam-na com um livro acompanhado de dedicatória feita por toda a turma. 

Personagem amigo 
Eleger um personagem como “amigo da turma”, para que vire tema de sala é outra iniciativa positiva praticada pelo Colégio Cenecista Elias Moreira. Histórias do personagem amigo são lidas, as crianças criam outras (em texto coletivo), vêm filme do personagem, discutem ilustrações que o caracterizam e criam quadrinhas para ele, de modo que se perceba a importância da pesquisa e do aprofundamento das leituras. 

Produção de livros 
Que tal as próprias crianças produzirem livros ao longo da vida escolar? Na escola Grão de Chão, os grupos produzem um diário de sala a cada ano, contando a sua história. Eles ainda fazem livros que sintetizam e registram projetos de trabalhos (dinossauros, casas, abelhas etc.) e têm a chance de produzir livros de reconto e criação de histórias.

O Prêmio: Vivaleitura! 
O Prêmio Vivaleitura acontece desde 2006 para promover e divulgar nos mais variados cantos do Brasil. No site do Prêmio, você encontra projetos relacionados à leitura em creches e escolas, que foram finalistas nos anos dos prêmios de 2006 ou 2007. 

Um berçário cheio de livros 
Os bebês do Berçário Municipal Mãe Cristina, de Marília (SP), estão aprendendo a amar a leitura. Dos clássicos da literatura infantil, como Branca de Neve, Pinóquio e a Bela e a Fera, às fábulas e histórias do folclore brasileiro, como O Boto Cor-de-rosa e o Negrinho do Pastoreio, os livros da escola são lidos para os bebês e também manuseados por eles.
A lição de casa é distribuída toda sexta-feira, na hora da saída, para os pais, um contingente de diaristas, comerciários, secretárias, vigias, operários e estudantes. Cada família recebe um livro da biblioteca da escola, que deve ser lido para os filhos durante o fim de semana e devolvido na segunda, com um relato da reação dos bebês.
Batizado de Meu Broto de Leitura... Leitura de Histórias, Contos, Poesias... Para Bebês, o projeto foi idealizado pela professora Creuza Prates Galindo Soares. Muitas vezes, os próprios pais são apresentados aos livros por causa do programa. Além disso, o Meu Broto de Leitura fortalece os vínculos entre os bebês e os pais e também aproxima a família da escola. 

Rimas com a Literatura de Cordel 
O projeto vencedor na categoria Escolas Públicas ou Privadas, Cordel: rimas que encantam, nasceu da necessidade de conhecer o repertório dos alunos da Escola de Ensino Fundamental João Pinto Magalhães, localizada em São Gonçalo do Amarante (zona rural do Ceará), para entender a melhor maneira de estimulá-los no processo de aprendizagem.
Ao perceber a passividade e a desmotivação com que seus alunos encaravam o ato de ler, Francisca das Chagas Menezes Sousa, idealizadora do projeto, resolveu investigar os motivos de tamanho desencanto pela literatura. Descobriu que uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos estudantes era conciliar seu “falar cotidiano” com a “linguagem escolar”. Concluiu que os jovens simplesmente não compreendiam um texto normativo por ser muito diferente de sua realidade lingüística. A solução? O cordel. Francisca apostou em textos que apresentassem uma oralidade familiar, isto é, a linguagem popular dos cordelistas da região, para desenvolver nos alunos as habilidades de leitura e escrita. “Não existe pessoa desmotivada, mas leitura que não agrada”, acredita Francisca. “Temos simplesmente que descobrir que tipo de texto conquista cada indivíduo.” 

Biblioteca no barco 
Uma biblioteca dentro do barco que leva diariamente os alunos para a escola, com acervo formado por doações. Foi assim que um mero meio de transporte se transformou em fonte de estudos e informação. Com o nome de Biblioteca Espumas Flutuantes, o projeto, iniciativa da prefeitura de Angra dos Reis (RJ), foi um dos cinco selecionados como finalistas do Prêmio VIVALEITURA, na categoria Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias.
A solução de incentivo à leitura funciona desde 1994 no barco Irmãos Unidos II, contratado pela prefeitura para levar diariamente crianças e jovens de praias da Baía da Ilha Grande para a Escola Municipal Silvestre Travassos, situada na Praia de Araçatiba. O barco sai do cais às 5h e chega à escola às 8h, depois de oito paradas. Na volta, deixa Araçatiba às 14h e ancora no cais ao entardecer. Durante as duas viagens, cerca de 100 alunos, monitorados por dois professores, podem fazer pesquisas escolares, empréstimos ou leitura livre. 

Estudantes gravam livros falados para deficientes visuais 
A descoberta da solidariedade a partir da tomada de consciência das diversas carências humanas. Foi o que aconteceu com os 46 alunos da 7º série de 2007 da escola particular Palmares, em Curitiba, Paraná.
A partir de uma série de reflexões feitas em sala de aula junto com a professora, eles foram para a ação. Instigados pela mestra, foram visitar a biblioteca pública do Paraná para conhecer o acervo público de livro falado, visitado no ano anterior. O responsável pelo setor, um deficiente visual, contou os meandros de produção deste acervo e suas principais carências. A artificialidade das narrações feitas por meio do computador, com voz sintetizada e a falta de voluntários para a gravação da leitura das obras, sensibilizou os alunos. “Meus alunos ficaram impressionados com a frieza dessa voz e pediram para ouvir um livro que tivesse sido gravado por voz humana”, afirma Vanessa Lopes Ribeiro, a professora de Português da turma, que havia iniciado um trabalho de gravações de livros com os estudantes da mesma série em 2006. O trabalho foi iniciado com ênfase em livros infanto-juvenis, os mais requisitados pelas bibliotecas do interior do Estado. Cada aluno escolheu dois livros, um para ser gravado na escola e outro em casa. Com isso, o número de livros falados do acervo da seção de braille da Biblioteca Pública do Paraná teve um incremento considerável. 

Os gibis como iniciação à leitura 
Utilizar o gibi como forma de iniciação à leitura. Essa foi a forma encontrada por três professores da rede municipal na cidade de Pompéia, localizada na região centro-oeste do Estado de São Paulo.
É o projeto Semeando o Prazer de Ler com as Histórias em Quadrinhos, que busca desenvolver nas crianças e nos pais o hábito e o gosto pela leitura, formando leitores por meio de momentos prazerosos de leitura nas unidades educacionais. Os quadrinhos mais utilizados são os da Turma da Mônica e os do Menino Maluquinho.
O projeto envolve diretamente 60 alunos da pré-escola e foi criado pelos professores Marcelo Campos Pereira, Rita de Cássia Souza Ribeiro Silva e Vilma Maria do Nascimento Vicentin, da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Sonho de Criança.
Para ampliar o número de gibis disponíveis para os alunos, uma campanha batizada de Aqueça o Nosso Prazer de Ler foi difundida na cidade. Os organizadores conseguiram arrecadar 300 gibis pelos nos mais variados locais da cidade, como bancos, lojas e ginásios de esporte. 
Estava pronta a base da gibiteca de Pompéia, que inicialmente foi repartida entre três turmas da EMEI Sonho de Criança. Os alunos passaram retirar gibis e levar para a casa. O processo acabou por envolver de forma efetiva as famílias no projeto.
O passo mais importante foi levar os pequenos leitores e a gibiteca para outros lugares e contagiar outras crianças a desenvolverem o gosto e o prazer pela leitura. Foram criadas atrações à parte como o Trenzinho da Leitura, vagão que transporta as crianças caracterizadas de personagens da Turma da Mônica.
“Colocamos a gibiteca no trenzinho e saímos pela cidade visitando toda semana algumas unidades educacionais”, conta um dos mentores, Marcelo Campos Pereira. Segundo ele, essas ações, dentro e fora da unidade escolar, ajudaram a “semear” nas crianças o desejo pela leitura.


Texto de Marina Vidigal publicado originalmente no site Crescer.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Leitura e saúde - Conclusão


Confirmado: Ler no banheiro faz mal à saúde


É comum ouvir conselhos de que a leitura no banheiro ajuda a relaxar. Na verdade, a posição sentada, enquanto se aguarda o momento da evacuação, não é adequada, pois contribui com o surgimento de hemorróidas. O médico Renato A. Bonardi, chefe da Unidade de Coloproctologia do serviço de cirurgia geral do Hospital de Clínicas de Curitiba e professor adjunto do Departamento de Cirurgia da PUCPR e da UFPR, alerta para que "se evite o hábito de leitura no banheiro, pois pode desencadear a formação de hemorróidas pelo aumento de pressão sobre os vasos hemorroidários." A presença delas com ou sem acompanhamento de sangue faz parte do conjunto de afecções anorretais que estiveram presentes na história da humanidade. Os hábitos da vida moderna contribuem com o aumento de sua importância. Calcula-se atualmente que mais da metade da população a partir dos 30 anos tem hemorróidas.
Retrospectiva. De acordo com Quilici e Reis Neto (2000), em 2750 a.C. a medicina egípcia se mostrava adiantada e utilizava narcóticos para a sedação cirúrgica. Especialistas já atuavam em diversas áreas. Dentre os especialistas de doenças anais, um era médico pessoal do Faraó e tinha o título de O guardião do ânus do Faraó. A história escrita da medicina egípcia começou em 3000 a.C., conforme os papiros antigos que copiavam ensinamentos contendo fórmulas médico-místicas de anotações mais remotas. Na Índia, nos livros sagrados do budismo, está registrado o nome do médico Jivaka, lembrado pelas operações que realizava e pelas menções ao tratamento de hemorróidas. Na Grécia, Hipócrates descreve o tratamento das dilatações de veias anais por meio de sangria no braço para conter o fluxo hemorrágico.
Mas foi na primeira escola de medicina conhecida no mundo, a da cidade de Alexandria ao norte do Egito, que surgiu, no século IV a.C., o manuscrito apresentado por Paulus Aegineta (502-575), conhecido como Aécio de Constantinopla, que descreve uma técnica operatória para doença hemorroidária completa. Na Idade Média, entre os anos 1000 e 1400, o nome de homorróidas se tornou deselegante e passou a se chamar mal de São Fiacro. No século XVI, as hemorróidas com hemorragias passaram a ter a indicação absoluta de cirurgia devido à anemia que acarretavam. Nos séculos XVII e XVIII foi difundido o uso de laxativos para o tratamento de fístulas anais.
Hemorróidas já acometeram grandes figuras da humanidade como Tibério, o imperador romano e o educador Lutero. Os estudos sobre a doença hemorroidária realizados pelo patologista e anatomista Giovanni Batista Morgagni (1682-1771) indicam que elas não existem em animais e relacionam a sua etiologia à posição vertical do homem associada à ausência de válvulas venosas na circulação retal e à predisposição hereditária. No século XIX começou o avanço da medicina moderna. O pioneiro da proctologia brasileira, em 1914, foi o pernambucano Raul Pitanga Santos, que clinicava no Rio de Janeiro.
Prevenção. Existem meios para a prevenção. O médico proctologista, Renato A. Bonardi, comenta que "as lesões anais são interpretadas pela população como hemorróidas, mas nem sempre representam hemorróidas. Quando se tem um sintoma, principalmente o sangramento, ele deve ser sistematicamente avaliado, porque lesões graves como o câncer do reto surgem primeiramente com uma lesão, ou seja, as lesões precursoras do câncer colo-retal podem se manifestar com sangramento. Além do sangramento, outros sintomas são comuns. Por exemplo, a presença de muco ou catarro nas fezes, a presença de secreção purulenta como fístulas, a sensação de evacuação incompleta ou a necessidade imperiosa de evacuar repetidamente. Fatores predisponentes e desencadeantes de hemorróidas ocorrem no período gestacional, por esforço e aumento de pressão, como resultado de fatores anatômicos, e na posição sentada por tempo prolongado no vaso sanitário."
O paciente V. D. A., empresário que fez tratamento para se livrar de hemorróidas, acha que ficar muito tempo sentado diante de um computador poderia provocar o aparecimento dessas dilatações de veias anais, mas para o dr. Bonardi isso não é real. O que as provoca é a posição sentada no vaso sanitário, pois é como se um funil estivesse dentro de outro funil, facilitando seu aparecimento.
Dentre os cuidados higieno-dietéticos, o professor Bonardi destaca: a alimentação com fibras; a ingestão adequada de líquidos; a prática da não-leitura no banheiro no processo de evacuação; o uso adequado de papel higiênico que, se for de qualidade inferior, deve ser umedecido para não causar lesão à pele. Os lenços umedecidos são aconselhados no período de cicatrização de lesões cutâneas, mas podem ser utilizados diariamente. O papel higiênico industrializado colorido é mais agressivo à pele. O médico proctologista finaliza com a recomendação considerada o mais importante cuidado preventivo: todo e qualquer sangramento deve ser sistematicamente avaliado ou todo indivíduo que tem um sintoma deve procurar os profissionais da medicina.

Texto publicado no site Paraná Online, de autoria da jornalista Zélia Maria Bonamigo, especialista em Mídia e Despertar da Consciência Crítica e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. E-mail:zeliabonamigo@uol.com.br

sábado, 16 de abril de 2011

O livro de papel já morreu?


Usando as novas ferramentas de comunicação, um grupo de professores da África do Sul está inovando o jeito como se produzem livros didáticos e acabaram se transformando numa experiência acompanhada por diversos centros de tecnologia do mundo. Espalhados em diversas partes do país, eles escrevem coletivamente, numa página da internet, livros sobre todas as matérias ensinadas nas escolas. Mas cada professor adapta o conteúdo para sua realidade local, a começar do seu bairro. Um mesmo livro, portanto, pode ter centenas de diferentes versões.
Como nem todas as escolas têm acesso à internet (onde os conteúdos estão disponíveis gratuitamente), encontraram uma saída. Sem cobrar direitos autorais, eles organizam o material e entregam textos para editoras tradicionais. O livro chega às escolas com um preço mais barato. “Em pouco tempo, o papel será dispensável”, disse o físico Mark Horner, um dos coordenadores do projeto batizado de Siyavula. Essa foi uma das experiências que chamaram a atenção num encontro na semana passada que reuniu, nos EUA, alguns especialistas em inovações tecnológicas e educação. Serve como mais uma provocação sobre o futuro da produção e distribuição do conhecimento no geral e dos livros e dos escritores em particular.
O fim do livro de papel é tido como uma questão de tempo. Isso significa que as livrarias vão desaparecer? Para quem, como eu, tem prazer de andar por livrarias e sentir o papel, essa é uma pergunta incômoda. Andando aqui no metrô, vemos quanta gente aderiu ao livro eletrônico. Algumas escolas resolveram aposentar os livros didáticos de papel, usando até o argumento de que, assim, deixam as mochilas mais leves e preservam a saúde dos estudantes. Comemora-se até o fato de que, com os novos aparelhos, cresce a venda entre os mais jovens. Com o aumento do consumo dos e-books, surgiu um mercado paralelo legal e clandestino de distribuição de arquivos.
Está acontecendo com os escritores o que, no passado, ocorreu com os músicos, quando surgiu o Napster. Depois de muita briga por causa da troca clandestina de arquivos, começaram a reinventar um novo modelo de negócios. Mas cada vez se ganha menos dinheiro vendendo CDs aliás, quase ninguém mais vende CDs. Assim como os mais jovens já não usam mais relógios de pulso. Nem e-mail. A onda de aplicativos está tornando até obsoleta a internet do www. Os músicos podem compensar a queda da renda fazendo shows. O que os escritores deveriam fazer? Palestras remuneradas? Podemos não gostar quando uma mudança tecnológica nos afeta, mas adoramos poder falar pelo Skype sem pagar a ligação telefônica.Não é tão diferente assim dos desafios do jornal que se estruturam para cobrar os conteúdos digitais.
É um desafio que atinge as escolas. Os conteúdos das matérias já podem ser encontrados na internet, algumas vezes com recursos mais interessantes e provocativos do que os dados em sala de aula. O Media Lab, do MIT, desenvolveu uma plataforma (Scratch) em que as próprias crianças fazem seus jogos e trocam suas criações pelo mundo aliás, o MIT desenvolveu conteúdos gratuitos só para o ensino médio.
Como a transmissão do conhecimento não para de crescer, os modelos de negócio, depois do baque, vão se reinventando, gerando perdedores e ganhadores. Alguém poderia imaginar que jornais pagariam parte dos salários dos jornalistas com base no número de clicks em suas páginas ou matérias na internet? Estudos têm mostrado que, depois da onda provocada pelo Napster, não diminuiu a produção musical pelo mundo e a produção de aplicativos foi estimulada. Os desafios da sustentabilidade são enormes, mas as oportunidades são maiores ainda.
Um caso está correndo aqui em Harvard, onde ganha força um ambicioso projeto para criar a maior biblioteca digital do mundo, que é acessível a todos. A pretensão é nada menos do que selecionar todo o conhecimento já produzido pela humanidade. Uma das inspirações é a Europeana, na qual se encontra 15 milhões de versões digitais de livros e obras de arte. Além de Harvard, estão aderindo ao projeto as maiores universidades americanas com seus monumentais acervos de livros, além da biblioteca do Congresso americano. Representantes da Apple, Microsoft e Google estão participando dos encontros.
Os livros de papel, os CDs e até as escolas tradicionais podem morrer. Mas o conhecimento está cada vez acessível.
PS.: Coloquei na internet (www.catracalivre.com.br) mais detalhes dos projetos citados nesta coluna.
[Texto de Gilberto Dimenstein para a Folha de São Paulo, 10/4/2011]

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, ganha uma seqüência

Parece até mentira, mas Holden Caufield, o adolescente questionador e sem rumo criado por J. D. Salinger para a sua obra máxima, O apanhador no campo de centeio, continua vivo. E mais vivo do que nunca.
Foi preciso o autor passar desta para uma melhor para que isto fosse possível. Em vida, Salinger jamais pensaria em dar continuidade às aventuras de Holden, que seria na verdade um alter ego do próprio autor que o criou. Por isso, o escritor Fredrik Colting assumiu a ousada tarefa de continuar uma das principais narrativas da literatura norte-americana neste 60 Anos Depois: Do Outro Lado do Campo de Centeio  (Verus Editora, 2010).
Na obra, além de atualizar o clássico, ele promove o encontro entre Holden Caulfield, o já não tão jovem protagonista do livro original, com o seu criador, Salinger. Desta vez, Holden foge de um lar de idosos para se perder pelas ruas de Nova York. A metrópole começa a evocar lembranças importantes de sua vida.
No entanto, diferente do passado, o ativo aventureiro percebe que seus novos embates agora são contra a senilidade, que se mostra presente em suas ações. E, permeando a narrativa, a consciência de Salinger torna-se também personagem e tenta entender e controlar o protagonista que criou.
Holden Caufield é um dos mais conhecidos e admirados anti-heróis da ficção nos Estados Unidos. No livro original de Salinger, ele é um rebelde expulso da escola e que sai para se aventurar em Nova York encarnando assim a alienação, a inocência e a fantasia juvenis.
A obra, publicada originalmente em 1951, abriu caminho para a contracultura e rebeldia da década seguinte e tornou-se um contraponto ao conformismo do pós-Guerra. Antes de Salinger, como já escrevi antes aqui no blog, nenhum autor tinha mergulhado antes no universo dos jovens sem pensar como um.
Se você ficou curioso como eu fiquei, corra, leia e tire suas próprias conclusões sobre a obra.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Apelo


Olá, amigo e leitor do blog! Bom dia!


Hoje venho através deste post pedir um pouco de sua atenção e apelar a seu bom coração para que ajude a salvar um projeto muito bonito que é desenvolvido na cidade do Rio de Janeiro e que está prestes a ser extinto, por falta de divulgação. Trata-se da Audioteca Sal e Luz, uma instituição filantrópica sem fins lucrativos que produz e empresta gratuitamente livros falados (audiolivros) a pessoas que possuam algum tipo de deficiência visual, seja ela branda ou severa.

Seu acervo conta com mais de 2700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até provas corrigidas voltadas para concursos públicos e vestibulares. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.  Para ter acesso a este acervo, o deficiente visual deve associar-se à sede da Sal e Luz, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125,  no Centro da cidade do Rio. Outra opção criada em face da dificuldade de locomoção dos deficientes no perímetro urbano é a solicitação de materiais via telefone, onde o interessado  escolhe os títulos que desejada através do site da instituição, que os envia gratuitamente, através dos Correios.

A popularidade dos audiolivros não está só entre aqueles que sofrem algum tipo de deficiência visual, mas lhes é essencial. Pensando na correria da vida moderna, na dupla jornada de trabalho e no imediatismo da informação, quando muita gente troca a leitura convencional de um livro pelas telas (da televisão do computador), as editoras de livros têm investido cada vez mais nos audiobooks ou livros falados. Nesse caso, geralmente, o narrador é profissional, que enriquece o texto com sua interpretação.

Mas voltando à questão, ontem à tarde recebi um e-mail (encaminhado pelo amigo Guto) e assinado por uma senhora de nome Christiane Blume, que alega ser uma das responsáveis pelo projeto. Graças à boa vontade do governo, o mesmo recebe, religiosamente, uma ajuda de custo mensal para sua manutenção, sem falar em outras parcerias que são desenvolvidas com outras instituições privadas menores. Entretanto, o mantenedor público exige em resposta a seu investimento a apresentação de resultados satisfatórios que o justifiquem. Em outras palavras, a Audioteca precisa atingir um número significativo de associados para continuar recebendo e assim continuar garantindo o seu funcionamento pleno e também o atendimento a seus associados. Se este trabalho, que também é prestado por dezenas de voluntários e com um acervo considerável se extinguir, os deficientes visuais poderão, fatalmente, não mais desfrutar da magia da leitura.

Divulgue entre seus amigos e conhecidos a existência dessa alternativa de leitura para cegos. Isso certamente ajudará não só a muitos deficientes que não conhecem o serviço como também ajudará a Sal e Luz a manter-se. Maiores detalhes sobre o projeto podem ser conhecidos no vídeo abaixo e também no site da Sal e Luz: http://audioteca.org.br/.

Ressalto mais uma vez que  a  Audioteca não precisa de dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO.  Então, leitor do blog, conto com sua ajuda: repasse esta informação. A Sal e Luz envia seu material aos interessados de graça, sem nenhum custo. Trata-se de um belo trabalho! E quem puder fazer com que a Audioteca chegue à mídia, fique à vontade para que isso aconteça. É tudo o que os voluntários de lá precisam.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Prêmio Jabuti 2010


Edney Silvestre derrota nomes como 
Chico Buarque e Luís Fernando Veríssimo

O jornalista Edney Silvestre é o ganhador do Prêmio Jabuti 2010 de melhor romance, com o livro "Se Eu Fechar os Olhos Agora", da editora Record. A obra já havia conquistado o Prêmio São Paulo de Literatura de autor estreante. O segundo e terceiro colocados na categoria foram, respectivamente, "Leite Derramado", de Chico Buarque, e "Os Espiões", de Luís Fernando Veríssimo.
O resultado foi anunciado nesta sexta-feira (1º) na sede da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Em poesia, a vencedora é Marina Colansanti, com "Passegeira em Trânsito", também da editora Record. O melhor livro reportagem é "O Leitor Apaixonado - Prazeres à Luz do Abajur", de Ruy Castro, e a melhor obra de contos e crônicas, "Eu Perguntei pro Velho Se Ele Queria Morrer (e outras histórias de amor)", escrito por José Rezende Jr.
O primeiro lugar de cada categoria recebe R$ 3 mil. No dia 04 de novembro, na Sala São Paulo, acontecerá a cerimônia de premiação, quando serão anunciados também o melhor livro do ano de ficção e o melhor livro do ano de não-ficção, escolhidos por um júri formado de editores. Os vencedores recebem um prêmio de R$ 30 mil.
Na mesma noite, também serão conhecidos os ganhadores do voto popular, que acontece pela primeira vez, através da internet. Neste ano, o Jabuti obteve número recorde de inscritos – 2.867 livros.
Confira abaixo os primeiros colocados no Prêmio Jabuti 2010:
- Romance: "Se Eu Fechar os Olhos Agora" (Record), de Edney Silvestre
- Tradução: "O Leão e o Chacal Mergulhador" (Globo), traduzido por Mamede Mustafa Jarouche
- Teoria/Crítica Literária: "A Clave do Poético" (Companhia das Letras), de Benedito Nunes
- Reportagem: "O Leitor Apaixonado - Prazeres à Luz do Abajur" (Companhia das Letras), de Ruy Castro
- Biografia: "Nem Vem que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal" (Globo), de Ricardo Alexandre
- Poesia: "Passageira em Trânsito" (Record), de Marina Colasanti
- Ciências Humanas: "Viver em Risco" (Editora 34), de Lucio Kowarick
- Contos e Crônicas: "Eu Perguntei pro Velho Se Ele Queria Morrer" (7Letras), de José Rezende Jr.
- Infantil: "Os Herdeiros e o Lobo" (Comboio da Corda), de Nelson Cruz
- Juvenil: "Avó Dezanove e o Segredo do Soviético" (Companhia das Letras), de Ondjaki.

Notícia retirada integralmente do site Último Segundo / Cultura, do iG.

Divulgado o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2010


Mario Vargas Llosa vence o prêmio Nobel de Literatura


O escritor peruano Mario Vargas Llosa, 74 anos, é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2010, anunciou hoje a Academia Sueca. Llosa é autor de obras como "Pantaleão e as Visitadoras", "A Festa do Bode" e "A Casa Verde", e foi o vencedor do Prêmio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994. "Travessuras da Menina Má" é seu último trabalho, lançado em 2006.
Segundo comunicado, Vargas Llosa recebeu o prêmio "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual". Peter Englund, presidente do comitê de literatura do Nobel, disse que o escritor ficou "muito comovido e entusiasmado" ao saber da escolha. O reconhecimento do Nobel vem acompanhado de uma soma em dinheiro no valor de R$ 2,7 milhões. Em 2009, o prêmio foi dado à escritora alemã Herta Müller, 12ª mulher a vencer o Nobel de Literatura. Em 2008 foi a vez de Jean-Marie Gustave Le Clézio e em 2007, Doris Lessing.
Ao longo de sua carreira, Llosa recebeu inúmeros prêmios e condecorações como o Premio Rómulo Gallegos (1967), o Prêmio Nacional de Novela do Peru em 1967 por seu romance "A Casa Verde", o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prêmio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993 foi concedido o Prêmio Planeta por seu romance "Lituma nos Andes". Foi condecorado pelo governo francês com Medalha de honra en 1985.
Mario Vargas Llosa, que leciona na Universidade de Princeton, em Nova York, virá ao Brasil na próxima quinta-feira (14) para participar do evento Fronteiras do Pensamento, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Conheça as obras do escritor
Ficção
Os Chefes (1959) 
A Cidade e os Cachorros (1963) 
A Casa Verde (1966)
Conversa na Catedral (1969) 
Pantaleão e as Visitadoras (1973) 
Tia Júlia e o Escrevinhador (1977) 
A Guerra do Fim do Mundo (1981) 
Historia de Mayta (1984) 
Quem Matou Palomino Molero? (1986) 
O Falador (1987) 
Elogio da Madrasta (1988) 
Lituma nos Andes (1993). 
Os Cadernos de Dom Rigoberto (1997) 
A Festa do Bode (2000)
O Paraíso na Outra Esquina (2003)
Travessuras da Menina Má (2006)

Teatro
A Menina de Tacna (1981) 
Kathie e o Hipopótamo (1983) 
La Chunga (1986) 
El Loco de los Balcones (1993) 
Olhos Bonitos, Quadros Feios(1996)

Ensaio
García Márquez: historia de un deicidio (1971) 
Historia secreta de una novela (1971) 
La orgía perpetua: Flaubert y Madame Bovary (1975) 
Contra viento y marea. Volúmen I (1962-1982) (1983) 
Contra viento y marea. Volumen II (1972-1983) (1986) 
La verdad de las mentiras: Ensayos sobre la novela moderna (1990) 
Contra viento y marea. Volumen III (1964-1988) (1990) 
Carta de batalla por Tirant lo Blanc (1991) 
Desafíos a la libertad (1994) 
La utopía arcaica. José María Arguedas y las ficciones del indigenismo (1996) 
Cartas a un novelista (1997) 
El lenguaje de la pasión (2001) 
La tentación de lo imposible (2004).

Notícia retirada integralmente do site Último Segundo / Cultura, do iG.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...