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domingo, 1 de maio de 2011

Iniciação à leitura


"Criar o hábito da leitura já perdeu o sentido. Queremos que as crianças leiam por prazer ou por costume?"


CRIANÇA PODE adorar livros e histórias, desde que os adultos não atrapalhem. E como temos atrapalhado o que poderia ser uma verdadeira paixão pelos livros!

Ler é bom, precisamos formar leitores, a vida sem a literatura não teria graça, temos de incentivar o hábito da leitura nas crianças e nos jovens etc. Afirmações como essas brotam da boca de pais e de professores assim, sem mais nem menos.


Temos gosto em pegar frases e repeti-las muito, até que elas percam seu sentido, não é verdade? Assim aconteceu com essas e outras afirmações que tratam da importância da leitura na vida dos mais novos: tanto fizemos que conseguimos esvaziar o que elas dizem.
Primeiramente quero falar dessa expressão horrorosa: "Criar o hábito da leitura". Ah! Vamos aproveitar e lembrar outra semelhante: "Criar hábito de estudo".
Nós queremos que as crianças tenham prazer com livros e histórias ou queremos que adquiram um hábito?

Leitura, tanto quanto estudo, não deve ser tratada assim. Um hábito se instala e pouco -quase nada- acrescenta à vida de uma pessoa.

Já o amor, o prazer, o gosto verdadeiro pela leitura ou pelo estudo são capazes de mudar a nossa vida. Ler e estudar devem ser uma escolha, uma vontade, uma busca por algo que não se tem.

O bebê já pode ser introduzido ao mundo dos livros e da leitura. Pais e professores podem começar contando histórias e oferecendo livros para que ele manuseie, explore, se entretenha com esse objeto. E não precisa ser livro de plástico, que produza som ou coisa semelhante. Livro de verdade mesmo, de papel, com figuras bonitas e letras, encanta o bebê.

O escritor Ilan Brenman, apaixonado pela literatura, afirma que um requisito importante para iniciar as crianças no universo da leitura é a beleza do livro. Sim: uma capa bonita já chama a atenção da criança, tanto quanto as ilustrações. Aliás, muitos livros sem palavras são lidos pelas crianças com a maior atenção.

Ainda falando de bebês e crianças muito pequenas: o papel do livro, suas diferentes texturas, odores e cores também já são alvo da curiosidade delas e objeto de pesquisa concentrada.

E o que dizer de livros de histórias que crianças já conhecem e adoram -"Peter Pan" e "Alice no País das Maravilhas", por exemplo- com adaptação em "pop-up"? Imperdíveis, já que encantam crianças e adultos.

Não devemos menosprezar as crianças quando o assunto é história: elas não gostam apenas daquelas que foram escritas para as crianças. Toda a literatura, principalmente a clássica, pode ser oferecida, sem censura.

Tornar a leitura um ato obrigatório é uma dessas manias que nós adotamos com as crianças que prejudicam a descoberta que elas poderiam fazer do prazer da leitura. Tudo bem: isso pode ser feito como tarefa escolar, mas depois, bem depois de oferecer a elas a oportunidade de ler por gosto e não por obrigação, no fim do ensino fundamental, por exemplo.

Finalmente: a literatura não deve servir para moralizar a vida dos mais novos.

Nada de contar histórias que só servem para tentar "ensinar" a criança a ter bons modos, escovar os dentes etc. A educação moral e para a higiene, por exemplo, deve usar outros recursos.

Que tal um programa com seu filho? Visitar uma biblioteca ou uma livraria para procurar um livro bonito e gostoso de ler e de ouvir?

Certamente você e seus filhos irão aprender muito sobre a vida e sobre vocês mesmos nesse programa. E boa viagem!


Texto de Rosely Sayão, psicóloga e autora do livro Como Educar Meu Filho?
Publicado originalmente no Caderno Equilíbrio (pág. 8), 
da Folha de São Paulo de 26/04/11.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vamos ajudar?


Entre as cidades serranas vitimadas pelas cheias no começo do ano no Estado do Rio de Janeiro, está a pacata São José do Vale do Rio Preto.

Em comparação a Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, seus danos foram mínimos. Mas como em toda tragédia, houve algumas perdas inestimáveis aos moradores desta pacata cidade. Uma delas foi sua biblioteca municipal, que perdeu completamente todo seu acervo.

Livros, enciclopédias, computadores, nada restou. E por conta disso, convoco os leitores do blog, especialmente aqueles que puderem ajudar, a tentar inverter a situação e trazer o local novamente à vida.

Então, mande um ou mais livros para nossos irmãos de São José do Vale do Rio Preto. Você não só ajudará a levar cultura a todos como também estará fazendo a sua parte como cidadão. E para ajudar é bastante fácil. É só enviar o(s) livro(s) para o seguinte endereço:


Biblioteca Municipal Nancy de Castro Esteves
Rua Coronel Francisco Limongi, s/nº – Centro
São José do Vale do Rio Preto – RJ
CEP 25780-000



Aos que moram em São José do Vale do Rio Preto e cidades próximas basta levar suas doações até a  Secretaria de Educação ou procurar pelo espaço onde está funcionando provisoriamente a biblioteca (local onde funcionava o salão de cabelereiros Estúdio A, que era de propriedade do jovem Alessandro).


Divulguem, repassem a informação e principalmente ajudem as pessoas, os jovens e as crianças dessa cidade. Pense que poderia ser você ou algum conhecido seu na mesma situação.

Grato a todos pela atenção!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O que o hábito de ler pode fazer por você


Os livros podem mudar seu futuro. E bastam quinze minutos de leitura diários. Não é exagero!

Com poucos minutos você já aproveita os benefícios que a prática da leitura traz e nem é preciso ler textos complicados. Acompanhe um jornal, uma revista ou mesmo um blog.

A atriz Regina Casé, que é amiga dos livros, nos fala a respeito do hábito de ler: “Sempre leio algo relativo ao trabalho, a uma viagem, à entrevista que farei. Às vezes invento um programa só para estudar um assunto interessante”.

Veja então o que a leitura faz quando você a incorpora em sua vida:

  • Solta sua imaginação.
  • Estimula sua criatividade.
  • Aumenta seu vocabulário.
  • Facilita a escrita.
  • Simplifica a compreensão das coisas.
  • Melhora a comunicação com os outros.
  • Amplia seu conhecimento geral.
  • Mostra semelhanças em pessoas diferentes.
  • Revela novas afinidades.
  • Leva a mares nunca antes navegados.
  • Desenvolve seu repertório.
  • Emociona e causar impacto.
  • Liga seu senso crítico na tomada.
  • Muda sua vida e até amplia sua renda.
  • Melhora seu rendimento na escola (claro).

Portanto, leia.

Fonte: Revista Viva Mais, Abril/2009.
Ilustração: "Meninas lendo", de Pablo Picasso.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que é Leitura Dinâmica?


A maioria das pessoas, quando perguntada, diz que não gosta de ler, porque isto lhe dá sono. Na verdade, não é a leitura que dá sono, e sim o modo como ela é realizada. Devido ao modo como aprendemos a ler, as pessoas ficam com hábitos prejudiciais de leitura , tais como:

1) Sub-vocalização(leitura como os lábios ou com a garganta).
2) Leitura Linear (palavra por palavra).
3) Leitura desatenta (com constantes re-leituras do mesmo trecho, e uma baixa retenção do conteúdo lido).


Também em razão deste tipo de leitura, as pessoas acostumam-se a ler pouco, o que acarreta na maioria dos casos num pequeno repertório de palavras. Assim, qualquer palavra que desconheçam (devido a pouca leitura) provoca-lhe um desconforto interno inconsciente, que elas (as pessoas) procuram justificar-se dizendo para si próprio e para os outros que não gosta muito de ler. Existem, então, dois motivos básicos pelos quais você lê errado:

01) O modo como aprendeu a ler.
02) Ler de modo inconstante.


Na verdade, um decorre do outro: você lê pouco, devido ao modo como aprendeu a ler. É claro que isto não significa que não saiba ler; isto significa apenas que, em sua aprendizagem, foi imposto um limite à sua velocidade de leitura, limite este que você jamais tentou superar.

Quando se ensina uma pessoa a ler, as palavras são divididas em sílabas, para facilitar a aprendizagem da leitura. Além disso, as palavras são lidas em voz alta, sílaba por sílaba. Infelizmente, depois de aprendida a leitura, as pessoas continuam a ler fazendo esta vocalização das palavras; mesmo que silenciosamente. Na verdade, este é o maior obstáculo à leitura rápida.

Para aprender a ler dinamicamente, de um modo veloz e produtivo, você deve mudar o seu método de leitura, o que se pode conseguir com um treinamento especial. Primeiro, você deve perder o hábito de subvocalizar as palavras. Depois, deve habituar-se a enxergar o conjunto de palavras, ao invés das palavras isoladas. À medida que progredir nos exercícios, você conseguirá enxergar blocos cada vez maiores de palavras de uma só vez. Com os exercícios, você conseguirá enxergar blocos cada vez maiores de palavras de uma só vez. Com os exercícios de atenção, aprenderá a aumentar a sua atenção durante a leitura, o que fará que retenha cada vez mais o conteúdo do que ler.

A velocidade que conseguir atingir, a par desta retenção de conteúdo, dará um prazer cada vez maior às suas leituras.

Leitura dinâmica passo a passo

Luiza Destri deu à Revista Superinteressante algumas dicas, que reproduzo aqui.

Elimine os ruídos: Desligue a TV, coloque o computador para descansar, prenda o cachorro e esqueça o celular. Sente-se confortavelmente sob um abajur e faça estes exercícios com um texto da SUPER que você já leu várias vezes, porque é importante treinar com uma informação que você domina.

Descubra a sua marca inicial: Cronometre um minuto no relógio e conte quantas palavras você consegue ler nesse tempo. Um leitor normal lê 150 palavras por minuto, com 60% de aproveitamento. Já um leitor dinâmico lê de 5 a 8 vezes melhor: 800 palavras, com compreensão de 80%.

Use os dedos: Tome cuidado para não pronunciar o que lê, mexendo a boca. Também tente evitar voltar sempre para a mesma linha do texto. Aí o jeito é acompanhar as linhas com o dedo. Agora é só acelerar e ler mais rápido. Você não vai entender nada no começo, mas seu cérebro vai ser forçado a absorver informações.

Visualize blocos: Com a aceleração, seu pensamento vai mudar e seus olhos aprenderão a focar em um único ponto da palavra. É aí que acontece a mágica: você não verá mais o texto como uma seqüência de letras, mas em unidades de pensamento. Para ler, você vai passar das sílabas para as palavras e das palavras para as idéias centrais do texto.

Troque de leitura: Vá aos poucos mudando o tipo de texto. Daquela reportagem que você já decorou, passe para notícias sobre celebridades, por exemplo, que são simples. Você conhecerá rapidamente as últimas bagunças de Paris Hilton talvez até antes de ela cometer outra. Depois procure algo mais denso. Quer ter uma noção exata? É possível ler Dom Casmurro, que tem mais de 65 mil palavras, em 80 minutos.

Fonte: Site Algo Sobre Vestibular.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Apelo


Olá, amigo e leitor do blog! Bom dia!


Hoje venho através deste post pedir um pouco de sua atenção e apelar a seu bom coração para que ajude a salvar um projeto muito bonito que é desenvolvido na cidade do Rio de Janeiro e que está prestes a ser extinto, por falta de divulgação. Trata-se da Audioteca Sal e Luz, uma instituição filantrópica sem fins lucrativos que produz e empresta gratuitamente livros falados (audiolivros) a pessoas que possuam algum tipo de deficiência visual, seja ela branda ou severa.

Seu acervo conta com mais de 2700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até provas corrigidas voltadas para concursos públicos e vestibulares. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.  Para ter acesso a este acervo, o deficiente visual deve associar-se à sede da Sal e Luz, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125,  no Centro da cidade do Rio. Outra opção criada em face da dificuldade de locomoção dos deficientes no perímetro urbano é a solicitação de materiais via telefone, onde o interessado  escolhe os títulos que desejada através do site da instituição, que os envia gratuitamente, através dos Correios.

A popularidade dos audiolivros não está só entre aqueles que sofrem algum tipo de deficiência visual, mas lhes é essencial. Pensando na correria da vida moderna, na dupla jornada de trabalho e no imediatismo da informação, quando muita gente troca a leitura convencional de um livro pelas telas (da televisão do computador), as editoras de livros têm investido cada vez mais nos audiobooks ou livros falados. Nesse caso, geralmente, o narrador é profissional, que enriquece o texto com sua interpretação.

Mas voltando à questão, ontem à tarde recebi um e-mail (encaminhado pelo amigo Guto) e assinado por uma senhora de nome Christiane Blume, que alega ser uma das responsáveis pelo projeto. Graças à boa vontade do governo, o mesmo recebe, religiosamente, uma ajuda de custo mensal para sua manutenção, sem falar em outras parcerias que são desenvolvidas com outras instituições privadas menores. Entretanto, o mantenedor público exige em resposta a seu investimento a apresentação de resultados satisfatórios que o justifiquem. Em outras palavras, a Audioteca precisa atingir um número significativo de associados para continuar recebendo e assim continuar garantindo o seu funcionamento pleno e também o atendimento a seus associados. Se este trabalho, que também é prestado por dezenas de voluntários e com um acervo considerável se extinguir, os deficientes visuais poderão, fatalmente, não mais desfrutar da magia da leitura.

Divulgue entre seus amigos e conhecidos a existência dessa alternativa de leitura para cegos. Isso certamente ajudará não só a muitos deficientes que não conhecem o serviço como também ajudará a Sal e Luz a manter-se. Maiores detalhes sobre o projeto podem ser conhecidos no vídeo abaixo e também no site da Sal e Luz: http://audioteca.org.br/.

Ressalto mais uma vez que  a  Audioteca não precisa de dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO.  Então, leitor do blog, conto com sua ajuda: repasse esta informação. A Sal e Luz envia seu material aos interessados de graça, sem nenhum custo. Trata-se de um belo trabalho! E quem puder fazer com que a Audioteca chegue à mídia, fique à vontade para que isso aconteça. É tudo o que os voluntários de lá precisam.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dicas preciosas para organizar e conservar sua biblioteca



Montando a sua biblioteca? Substituindo uma estante pequena por outra mais espaçosa? Não faz a menor idéia de como arrumar seus livros? Hoje, no Pérolas da Compulsão algumas dicas preciosas para organizar seu canto literário e conservá-lo intacto e livre de perigos e ameaças. Vamos a elas então?

01) Grandes quantidades de livros são pesadas. Dê atenção à espessura das prateleiras.

02) O livro deve ser constantemente manuseado. O virar das páginas oxigena o material, impede a acumulação de microrganismos que atacam o papel e colabora para que as folhas não fiquem ressecadas e quebradiças.

03) Folheie rápida e cuidadosamente o livro, sempre que for colocá-lo de volta na prateleira. Isso vai arejá-lo.

04) Não guarde os livros acondicionados em sacos plásticos, pois isto impede a respiração adequada do papel.

05) Evite encapar os livros com papel pardo ou similar. Essa aparente proteção contra a poeira causa, na realidade, mais dano do que benefício ao volume em médio e curto prazo. O papel tipo pardo, de natureza ácida, transmite seu teor ácido para os materiais que estiver envolvendo (migração ácida).

06) Livros com a capa danificada pedem encadernação nova - menos que se trate de uma raridade. Há quem encape vários livros com papel de uma mesma cor para dar à estante um aspecto mais organizado. Mas os verdadeiros amantes de livro ficam de cabelo em pé ao ouvir isso. Assumir que os livros têm cores e tamanhos diferentes é mais rico, sincero e benéfico para a sua decoração.

07) Não utilizar fitas adesivas tipo durex e fitas crepes, cola branca (PVA) para evitar a perda de um fragmento de um volume em degradação. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicados.

08) Faça uma vistoria anual. Retire todos os livros, limpe-os com um pano seco. Limpe a estante com um pano úmido. Evite passar produtos fortes do tipo lustra-móveis, já que seus resíduos podem infiltrar no papel.

09) A profundidade ideal para uma estante de revistas é de 25 cm. Uma medida maior deixaria um espaço vazio bom para acumular pó. Já os livros de arte pedem 35 cm. Deixe 40 cm de altura entre uma prateleira e outra - assim você acomoda desde pilhas de revistas até as edições maiores.

10) Deixe sempre um espaço entre estantes e parede. A parede pode transmitir umidade aos livros. E, com a umidade, surgem os fungos.

11) Armários e estantes devem ser arejados. Estantes fechadas devem ser periodicamente abertas.

12) Estantes de metal são preferíveis do ponto de vista da conservação dos livros.

13) Não use clipes como marcadores de páginas. O processo de oxidação do metal mancha e estraga o papel.

14) Em estantes de madeira, pense em revestir as prateleiras com vidro. Não use tintas a base de óleo.

15) Bibliotecas devem ser freqüentadas. Nem pense em porões. Baixa freqüência de pessoas aumenta a incidência de insetos. Considere um tratamento anual contra traças.

16) Não guarde livros inclinados. Aparadores podem mantê-los retos.

17) Encadernações de papel e tecido não devem ser guardadas em contato direto com as de couro.

18) Na prateleira, os livros devem ficar folgados. Sendo fáceis de serem retirados, duram mais. Comprimidos nas prateleiras induzem a sua retirada de maneira incorreta, o que danifica as lombadas e fatalmente leva ao dano da encadernação. Livros apertados também favorecem o aparecimento de cupins.

19) Quando tirar um livro da prateleira, não o puxe pela parte superior da lombada, pois isso danifica a encadernação. O certo é empurrar os volumes dos dois lados e puxar o volume desejado pelo meio da lombada.

20) A melhor posição para um livro é vertical. Livros maiores devem ter prateleiras que permitam isso. Em último caso deixe-os horizontalmente, tomando-se o cuidado de não sobrepor mais de três volumes.

21) Luz do sol direta nem pensar. O sol desbota e entorta as capas.

22) Se for um livro antigo ou de algum outro valor ou de maior sensibilidade, lave as mãos antes de folheá-lo, já que mãos engorduradas contribuem para a aceleração da decomposição do papel. Evite umedecer as pontas dos dedos com saliva para virar as páginas do livro.

23) Ao ler um livro, evite abri-lo totalmente, como por exemplo, em cima de uma mesa. Isto pode comprometer a estrutura de sua encardenação.

24) Livros podem estar agrupados por gênero (romances policiais, literatura latino-americana), por autor ou por ordem alfabética (de nome ou de título). Mas você precisa descobrir como se sente melhor para procurar e encontrar sem demora os seus livros.

25) Livros de arte, como fotografia, dão volume e sempre são um prazer ao alcance dos olhos. Dê movimento à sua estante escolhendo alguns deles para deixar com a capa à mostra.

26) Coloque alguns volumes deitados e outros de pé. Essa disposição dá movimento à estante. Evite a monotonia.

27) Empilhe as revistas por título, em ordem de lançamento - assim, a mais nova sempre estará em cima. Revistas de assinatura mensal não devem formar pilhas de mais de três anos (36 exemplares) ou a consulta fica muito complicada. 

28) Quanto às edições mais antigas das revistas, estas precisam ceder espaço às mais novas. Faça uma doação. Em escolas e hospitais elas são sempre bem-vindas. Edições avulsas podem ser agrupadas. Se possível faça o agrupamento respeitando o tamanho e o assunto de que elas tratam.

29) Porta-retratos, bolas de vidro e outras peças queridas trazem equilíbrio quando dispostas junto aos livros. Agrupe os itens semelhantes e observe a simetria: se há um nicho com porta-retratos de um lado, faça um nicho de volume parecido do outro - com livros ou uma caixa.


Dicas retiradas do site Casa.com.br e do Blog Livros e Afins, de Alessandro Martins.
Ilustração do post: Ziraldo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Hábito de leitura e gosto por livros



Nem sempre o hábito de ler e o gosto por livros caminham juntos.  Assim sendo, precisamos diferenciar o hábito da leitura do hábito de consumir livros.  A leitura é um ato do intelecto e, se bem desenvolvida, pode tornar-se uma fruição estética e espiritual.

Volta e meia são publicadas pesquisas falando dos hábitos de leitura do brasileiro. São pesquisas que denunciam os baixos índices de alfabetismo, as dificuldades econômicas de acesso aos livros ou a pouca cultura livresca do país. Mas tais informações nem é preciso ser brasileiro para conhecer: elas não chegam a surpreender e evidenciam o que muitos já sabem há muito tempo.

De fato, o cidadão brasileiro carece de tempo, dinheiro e interesse para ler, e tais carências muito prejudicam a formação, manutenção e incremento do hábito de leitura no Brasil. Entre os jovens, geralmente, há pouca disposição para freqüentar livrarias e consumir livros, e a média de livros lidos mensalmente entre leitores jovens e adultos é bem pequena, se comparada à de outros países.

A estas informações (que soam alarmantes para muita gente), somem-se todas as decantadas pesquisas, previsões, sondagens e especulações sobre o futuro do livro e seu provável fim enquanto objeto de leitura, e então temos perspectivas ainda mais sombrias. Diante de tal cenário, não é à toa que a Câmara Brasileira do Livro está implantando uma política para a promoção do livro nacional, a fim de estimular o gosto de ler entre os jovens e, conseqüentemente, o consumo de livros.

Números tristes ou interessantes à parte, acho que se faz necessário dissociarmos o hábito da leitura do hábito de ler livros, começando por diferenciar uma coisa da outra. Leitura é algo muito mais abrangente do que ler livros, vai além do simples ato de fazer varredura visual de letras sobre folhas de papel.

A leitura, enquanto processo humano em constante evolução, é atitude complexa. Requer uma pré-disposição específica para a compreensão do mundo que nos cerca. Ultrapassa a mera apreensão do significado literal de palavras, estando ligada ao desenvolvimento de uma postura pensante ativa, humanística e integralizante. Em poucas palavras, ler é educar-se.


Para cada pessoa, um tipo de leitura

A leitura é um ato do intelecto e, se bem desenvolvida, pode transformar-se em fruição estética e espiritual. Quem tem o hábito freqüente de ler não faz diferença quanto ao objeto de leitura. Tanto faz se é livro, bula de remédio, panfleto entregue pela janela do carro nos semáforos urbanos, revista de variedades na sala de espera do consultório médico, apostila técnica, site na internet ou e-mails no palmtop.

Quem tem por hábito ler não se importa se chove ou faz sol, se está escuro ou claro, se está na biblioteca, no banheiro ou no metrô. Não se importa se o texto está em papel ou na tela, se o que lê é livro ou computador. Quem se interessa por ler lê tudo o que lhe cai nas mãos - e isto não é apenas "chavão demodé", mas fato facilmente observável. Quem gosta de ler lê tudo e lê sempre, em qualquer circunstância, desde que sinta necessidade e/ou prazer para tanto.

Já o amor pelos livros é outra história. Há, sem dúvida, os aficcionados do texto de papel, que estremecem de emoção ao sentir o cheiro de livro novo, recém-saído da gráfica. Ou a emoção paradoxal de cheiro de livro velho, curtido em sebos de qualidade, esperando o folhear leve, típico do slow food... Roçar os dedos por folhas de papel de boa qualidade, ouvindo o estalar de páginas virgens de um livro ainda não lido, é um prazer estético. Gostar de livros é experiência sensorial - tátil, visual, auditiva, olfativa. Amar livros é uma experiência sinestésica quase sexual, tão relacionada que está aos sentidos e ao prazer extraído através deles.

Também não podemos nos esquecer daqueles que adoram tanto os livros que quase chegam a enquadrá-los, colocando-os como objetos de puro adorno em estantes, colecionando-os a metro. São pessoas que se extasiam com os livros enquanto objetos estéticos, extáticos, materiais, fetichistas até, independentemente de seu teor. Mas que, no entanto, não se interessam pelo seu conteúdo potencialmente dinâmico.

Por outro lado, conheço pessoas que lêem vários livros técnicos e de cunho estritamente profissional, impressos no velho e bom papel, que facilmente engrossariam a estatística de leitores e, no entanto, não lêem mais nada além disso. Até se irritam ao ouvir falar em livros fora do expediente ou dos bancos escolares. Aí eu me pergunto: será que podemos considerar essas pessoas efetivamente "leitoras"? Será que elas gostam mesmo de ler, têm a leitura como modo de vida, no sentido mais amplo? Ou seriam apenas leitores funcionais (fazendo-se uma analogia com os analfabetos funcionais), que até lêem, mas não estão acostumados a ler, a não ser quando absolutamente necessário?


Ler é educar-se

Eu, sem dúvida, estou incluída no rol dos que amam os livros e o texto impresso. Sou uma colecionadora de papéis de mão cheia e também adoro navegar sem pressa pelas estantes de livros, sejam elas de livrarias da moda ou estantes empoeiradas de sebos repletos de relíquias ou esquecimentos. Reverencio tanto as novas edições (ainda mais se são caprichadas edições de arte) quanto os livros antigos, que armazenam ácaros de segredo e saudade.

Confirmando o clichê, leio tudo o que me cai na mão. Todas as paixões legíveis me divertem. Entretanto, para mim há claramente uma distinção entre o ler, enquanto modus vivendi, e o gostar de livros, enquanto fixação amorosa ou hobby. Amar livros não é necessariamente amar a leitura; mas amar a leitura é, conseqüentemente, amar (também) os livros.

Falo por experiência própria. Sou uma leitora compulsiva, às vezes obsessiva, e o que me interessa sempre é o texto - não importa como ele venha. O que eu quero é o conteúdo, a mensagem. O suporte, a forma como ele é formatado ou embalsamado, é apenas um detalhe, uma questão transitória.

Insisto como importante esta distinção entre o hábito da leitura e o consumo de livros pois vejo como absolutamente necessário nos adaptarmos aos novos tempos e às novas tecnologias. Ao longo de toda a história do homem, antes e depois da criação da escrita, é assim que temos evoluído socialmente - engendrando novas formas de leitura e aprendizado através das tecnologias que fabricamos. E é assim que, desde os primórdios da comunicação humana, acostumamo-nos a ler e interpretar sinais de fumaça, toques de tambores, cantos de guerra, máscaras, pinturas corporais, tatuagens, papiros, pergaminhos, códices feitos do couro de ovelhas jovens, iluminuras medievais até chegarmos aos livros impressos pós-Gutemberg.

Da mesma forma, devemos hoje estar preparados para ler tanto livros de bolso e edições de arte & luxo quanto histórias em quadrinhos, revistas, jornais, outdoors, neons, painéis eletrônicos urbanos, grafites, programações televisivas, canções e trilhas sonoras, música ambiente, filmes, anúncios publicitários, telas de máquinas de raios catódicos ou de cristal líquido, telefones celulares ou quaisquer outros dispositivos híbridos móveis de comunicação telemática, e tudo o mais que apresentar algum conteúdo informativo a ser transmitido, não importa em qual formato ou suporte tecnológico ele se mostre.

Enquanto não diferenciarmos o hábito da leitura (enquanto estilo e paradigma de vida) do hábito de ler livros de papel; enquanto continuarmos insistindo em considerar leitores só aqueles que lêem "x livros/ano", numa abordagem meramente formal e quantitativa, continuaremos a assistir ao definhamento das estatísticas oficiais que indicam quantos são os reais leitores existentes.

Pois, se continuarmos nos portando desta forma míope, continuaremos a tapar o sol com as mãos diante do fato de que o universo da leitura é muito mais complexo e abrangente do que o universo letrado dos livros, e não seremos nós mesmos leitores-intérpretes honestos da realidade.
Enquanto não encararmos o fato de que hoje, parodiando o escritor brasileiro Monteiro Lobato, uma nação se faz de homens e leitura, não importa qual seja a fonte da leitura, não cumpriremos a missão cidadã de orientar as novas gerações de leitores que estão surgindo, pois estaremos negando um futuro prescrito que já se faz presente.


Para saber mais

Câmara Brasileira do Livro: http://www.cbl.org.br

Associação Brasileira de Editores de Livros - ABRELIVROS: http://www.abrelivros.org.br/abrelivros/

Amigos do Livro: http://www.amigosdolivro.com.br

Sobre Monteiro Lobato: http://www1.uol.com.br/folha/almanaque/monteirolobato.htm


Texto de autoria de Rosy Feros para o Site Recanto das Letras

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Aprenda a conservar e restaurar os seus livros


Sabe aquele livro que você adora mas que já começa a dar sinais de cansaço? A lombada não está mais totalmente intacta. As páginas, de tão soltas, já fizeram a história mudar de rumo: o começo no fim, o início no meio – sabe-se lá! E não é que até um inseto mais ousado decidiu fazer da sua obra literária, a morada dele.
A boa notícia é que o desfecho desta história pode ter um final feliz. Com alguns truques e cuidados é possível fazer seu livro ganhar boa aparência novamente. Com o aprendizado e dedicação, os especialistas garantem: jamais o mesmo raio da “má conservação” irá cair duas vezes na mesma estante de livros. Experimente!

Contra invasores

Para não sofrer com as temíveis traças, cupins, brocas e outros invasores indesejáveis, anotem a primeira dica: “É bom abrir os livros uma vez a cada seis meses para ver se está com insetos. Como eles agem à noite, a pessoa não os encontrará durante o dia. Então, bata levemente no livro com as páginas abertas sobre uma folha de papel branco. Se cair uma espécie de poeira é porque os insetos andaram por ali”, ensina Tercio Gaudêncio, membro fundador da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro. Vale ressaltar que também não é recomendável manter as obras perto de plantas já que elas atraem insetos – os maiores vilões dos livros depois, é claro, do homem.

Segundo Tercio, que no momento está restaurando uma bíblia do ano de 1555, quebrar a cadeia alimentar dos invasores é a chave para o sucesso! Nesse caso, a compra de um mata-mosquito elétrico pode ser a solução. Além disso, é preciso tomar algumas providências para que os fungos e insetos não migrem para outros exemplares. Coloque o livro infectado em um saco plástico, feche bem e ponha no freezer. Quinze dias depois, coloque o embrulho na parte mais quente da geladeira e deixe por uma semana. Ao retirar, ponha o livro em uma estante fresca e arejada. Dessa forma, mais de 90% dos insetos e fungos serão eliminados.

Páginas coladas

E se as páginas colarem? Se isso ocorreu por excesso de umidade e as páginas foram pressionadas umas contra as outras, esqueça. Nada vai funcionar. Se, ao contrário, elas não sofreram qualquer pressão deixe o livro secar naturalmente. “Aberto e em local arejado. Se possível, com um ventilador ligado. Se as folhas não forem pressionadas, o livro será recuperado”, garante Mario Luiz Gomes, restaurador e dono do Sebo Homo sapiens.

Cadernos soltos

Para evitar que as folhas do livro se soltem, quando tirá-lo da prateleira, evite puxá-lo pela parte superior. O certo é empurrar o exemplar e puxá-lo pelo meio da lombada. Se os cadernos já estiverem soltos, será preciso comprar uma cola metil celulose (livre de acidez) e tiras de papel mino para colar cada caderno e, posteriormente, fixá-los na lombada. Mas lembre-se: em alguns casos mais graves será preciso procurar um especialista em restauração.

Melhor prevenir que remediar

Se você não sofre com os males acima e seus livros estão conservados anote as dicas de prevenção: é importante guardá-los em local limpo, arejado e com pouca umidade. Isso significa que é fundamental lavar as mãos antes de manusear os livros, como recomendam as normas internacionais de biblioteconomia. Também se deve evitar lamber os dedos para passar as páginas já que a saliva é ácida e danifica a obra.
A luminosidade não pode ser excessiva e, tampouco, nula. Portanto, nada de caixas fechadas ou sol incidindo diretamente sobre o papel, o que causa reações químicas que atraem fungos e rompe as fibras da celulose. Se for importante encapar o livro, use apenas papel. Nada de durex, que deixa cola no livro e garante alimento para os fungos. Contact, então, nem pensar!

Texto retirado integralmente do Blog da Estante Virtual.

Se você conhece outra técnica para restaurar e/ou conservar livros não deixe de compartilhar conosco, comentando este post. Os demais leitores do blog e eu estamos aguardando suas dicas!
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