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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Resenha: Saudades do Século XX


Mais que um livro de memórias, um verdadeiro legado

Saudades do Século XX pode parecer exclusivamente um livro de memórias à primeira vista, ainda mais com o termo "saudades" tão destacado e onipresente no título.

Mas não se engane. O livro, realmente, é sobre recordações, mas ao lê-lo, ficou claramente explícito para mim que a finalidade maior da obra é legar a uma nova geração aquilo que Ruy Castro, o autor, apreciou em seus anos dourados de juventude e continua apreciando em idade madura.

Escritor de reputação insuspeita, Ruy é um dos melhores do Brasil no quesito biografias. E neste livro é o que não faltam, mesmo sucintas. Billie Holiday, Anita O'Day, Doris Day, Fred Astaire, Mae West, Orson Welles, Billy Wilder,  Alfred Hitchcock, Dashiell Hammett, Raymond Chandler, Humphrey Bogart, Glenn Miller e Frank Sinatra, com histórias de suas vidas, o esperam aqui.

Em sua obra, Ruy conta a vida desses nomes universalmente admirados do cinema, da literatura e da música popular. Vidas tão ricas e emocionantes quanto as obra que deixaram. E, em muitos casos, vidas que foram o exato oposto das imagens que eles passavam em seus filmes, livros e discos, por conta de tragédias pessoais.

Portanto você conhecerá uma Billie Holiday às voltas com drogas pesadas e casamentos infelizes, uma Doris Day implacavelmente atacada pela crítica e por seus credores, uma Mae West supostamente frígida (logo ela, uma deusa do sexo), um Orson Welles que não conseguia concluir seus projetos, mesmo sendo considerado um gênio e um Frank Sinatra com sérios infortúnios na vida amorosa e profissional.

Se você já aprecia estes artistas, excelente! Se não aprecia, recomendo que um dia resolva averiguar suas vidas por meio da leitura deste livro, que é ótimo, na minha mais sincera opinião, mesmo não trazendo relatos mais completos e detalhados das vidas daqueles que foram retratados em suas páginas. 

Saudades do Século XX, como disse antes, é um livro feito para despertar uma espécie de bom gosto nos leitores para as coisas que o autor aprecia. E espero que consiga este propósito. Confesso que após a leitura, fiquei interessadíssimo em saber um mais a respeito da vida destas pessoas e também sobre suas dignas contribuições para tornar este mundo um pouco mais melhor.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Resenha: Almanaque do Cinema (Omelete)


Item básico para cinéfilos


Desde que me recordo como usuário da internet, o site Omelete sempre me foi um grande referencial em termos de entretenimento e informação no mundo virtual, especialmente quando o assunto era cinema, quadrinhos, livros ou séries de TV.

Acompanhei com entusiasmo e fidelidade o florescer do site e até por conta disso abandonei de vez outras mídias, especialmente as impressas para ficar interado com as novidades do entretenimento.

Com sua evolução, seria natural o desdobramento de novos produtos relacionados ao site. E em 2009, eis que surge então o Almanaque do Cinema Omelete, lançado pela Ediouro e seguindo de perto outras publicações similares também lançadas pela editora, como os Almanaques dos Anos 70, 80 e 90, o Almanaque da Televisão, o Almanaque dos Seriados e muitos outros mais. Uma magnífica surpresa aos cinéfilos de plantão.

Apenas este ano tive a oportunidade de adquirir a publicação e no geral, achei muita boa, mas longe de ser excelente, pois senti algumas lacunas em seu conteúdo.

Com linguagem acessível a todos os públicos (do leigo ao mais cinéfilo), o almanaque inicia com um resumo muito bom da história do cinema, de seus primórdios até os dias atuais, seguido logo por uma listagem de cinqüenta filmes que seus autores, Érico Borgo, Marcelo Forlani e Marcelo Hessel, classificam como os mais relevantes de todos os tempos e que devem ser assistidos por todas as pessoas. A lista realmente é básica e bastante relevante àqueles que desejam se inteirar mais com a sétima arte e suas produções.

Seguem-se então capítulos com os perfis de diretores e atores consagrados do cinema e aqui notei algumas ausências significativas como Pier Paolo Pasolini, Tim Burton e Robert Zemeckis. Em seguida, há um longo capítulo onde são apresentada as profissionais do sexo feminino que aparecem nas telas, divididas então em três categorias distintas que achei até bastante justa, considerando suas performances e talentos pessoais. As mesmas, divididas em  atrizes propriamente ditas, musas e femme fatales, têm suas vidas brevemente retratadas,  enfatizando sempre, claro os filmes que participaram, as muittas curiosidades a respeito de suas vidas pessoais, alguns escândalos sexuais de praxe e demais informações relacionadas a bastidores. E o mesmo vale aos homens, caracterizados nos capítulos anteriores.

O almanaque ainda aborda temas como parcerias famosas entre atores e diretores (como Harrison Ford e Steven Spielberg), entre grupos de atores (como Os Irmãos Marx, Os Três Patetas), informações detalhadas sobre filmes de animação, trilhas sonoras, animais famosos do cinema, heróis, vilões, monstros, conquistadores, valentões e machonas da maior parte dos filmes que chegaram aos cinemas com êxito.

Fechando o almanaque temos algumas curiosidades, mistérios, histórias sobre festivais, premiações e rankings relacionados aos filmes, principalmente na época de seus lançamentos.

Como disse anteriormente, difícil é não perceber algumas lacunas aqui e ali, mas no geral, a obra excede expectativas. Sugiro sua aquisição e leitura por um público mais leigo, embora recomende a alguns experts que estejam dispostos a instruir novas pessoas para essa paixão que se chama cinema.
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