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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Resenha: Lendas e Mitos do Brasil


O melhor do imaginário nacional

Lendas e Mitos do Brasil, de Theobaldo Miranda Santos, é o livro mais completo sobre histórias de nosso folclore que já li. Recomendo.

Esta "pequena grande obra", em tempos de criança e nas horas prazerosas dedicadas a biblioteca escolar, era uma das minhas favoritas do recinto, sendo lida e relida exaustivamente ao longo dos anos. A capa, inclusive, não era esta verde-amarela atual. Ela trazia, originalmente, um risonho e convidativo saci desafiando-nos a mergulhar de cabeça em todos os mistérios que o livro continha.

Aliás, contém. Dividido em cinco partes, Lendas e Mitos do Brasil traz aos leitores as lendas e mitos mais conhecidos e divulgados em cada uma das cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, oriundas da sabedoria e das tradições de três povos distintos que deram origem a todos os brasileiros: os índios, naturais da terra, os negros, vindos da África e os brancos, que vieram de Portugal.

Portanto, na região Norte encontramos mitos como o da Iara (Mãe d'água), da Vitória-Régia, do Uirapuru, do Curupira, da Criação da Noite, do Japiim (pássaro que inclusive dá nome ao bairro onde moro), do Guaraná e muitos outras mais, de origem indígena.

Na região Nordeste já conhecemos então mitos de natureza mais européia, como o do Lobisomem, do Barba Ruiva, da Cidade Encantada, do Pecado da Solha, etc.

No Centro-Oeste, contos variados, destacando-se A Mula-Sem-Cabeça, A Origem das Estrelas, A Mãe do Ouro e a história terrível do Moleque Amaldiçoado (Romãozinho).

O Sudeste contribui com lendas de teor mais histórico, geralmente ligados às missões que os bandeirantes paulistas desempenhavam no período colonial brasileiro. Portanto, nesta parte você conhecerá O Filho do Trovão (Caramuru), A História de Chico Rei, O Segredo de Robério Dias,  lendas envolvendo milagres de São Sebastião e Nossa Senhora da Glória e muito mais.

Por fim, o Sul nos lega alguns de seus mitos mais populares, como o Boitatá, a história d'O negrinho do Pastoreio, o Nascimento das Cataratas do Iguaçu, as origens da Erva-Mate e um de seus mais populares, a Lenda do Lagarto Encantado (a Teiniaguá)

Adquira já o seu, caso aprecie histórias do tipo. A diversão será garantida para crianças e adultos, que juntos também ganham mais em saber e cultura relacionados à sua pátria-mãe.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Resenha: Enquanto a Inglaterra dorme


Amor entre iguais

David Leavitt é um profícuo escritor de origem norte-americana formado em literatura pela conceituada Universidade de Yale. Também docente na disciplina escrita criativa na Universidade da Florida, é autor de vários contos e livros onde a temática homossexual é bastante recorrente. Porém não sei dizer se a mesma faz parte de sua vida pessoal e de seu círculo íntimo, o que, convenhamos, não nos interessa.

Com este livro não poderia ser diferente. A história se passa na Europa da década de 30, quando o fascismo começa a tomar forma em terras inglesas. É neste contexto histórico que o narrador e principal personagem do livro, Brian Bosford, um escritor jovem e promissor pertencente à aristocracia britânica, relata como iniciou um romance tumultuado com Edward Phelan, um funcionário do metrô de Londres, de classe social mais baixa que a sua.

Edward é sensível, idealista e comunista. E, contra todas as convenções da época, resolve viver com Brian sob o mesmo teto. Viveriam felizes para sempre em perfeita comunhão de almas e corpos se Edward não descobrisse que seu complicado e indeciso amante também mantinha um relacionamento com uma mulher, munido da velha desculpa de que sua homossexualidade talvez pudesse ser um fenômeno temporário, cogitando ainda um possível casamento no futuro com a moça em questão.

Desiludido com Brian, Edward alista-se voluntariamente no exército inglês para lutar contra as forças de Franco na Espanha. Porém, movido pela culpa e mesmo não sabendo lidar muito bem com sua própria sexualidade, Brian sai em busca do amante para resgatá-lo, em meio ao caos e à violência da guerra.

Bastante elogiado pela crítica, especialmente o Publishers Weekly,  o romance evolui de uma sutil crônica de costumes sobre o cotidiano de jovens intelectuais ingleses (no melhor estilo dândi), para um sangrento painel sobre um dos períodos mais conturbados da história européia. Eu particularmente achei um pouco meloso em algumas partes, mas no geral trata-se de um livro sutil e maravilhosamente escrito. Talvez o melhor de todos do autor que eu já li. Em alguns momentos, especialmente nos que se referem aos conflitos de classes sociais entre os personagens, a história lembra um pouco a de Maurice, de E. M. Forster, já resenhado aqui no blog. Confira aqui.

Se você não tem preconceitos contra histórias de amor que fujam do convencional, Enquanto a Inglaterra dorme é uma boa pedida. Apesar de não muito denso, acredito que você vibrará com seu enredo, assim como eu o fiz, esperando que o destino de seus personagens se cumprisse de maneira satisfatória e feliz.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Resenha: Aos meus amigos


Amizade à flor da pele

Eis um livro inusitado e ao mesmo tempo fascinante de se ler. Aos meus amigos, de Maria Adelaide Amaral, conta a história do reencontro de uma turma de antigos amigos, onde passado e presente se misturam em cada diálogo, mostrando que viver é fazer uma série de escolhas. 

O livro inspirou a minissérie Queridos Amigos, também exibida em 2008 na TV Globo, também assinada pela autora. A história do romance, baseada em fatos reais de sua vida, se articula em torno de um suicídio, o do escritor e publicitário Leo (inspirado na morte real de Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado).  É o suicídio deste personagem que, no agitado ano de 1989 (frente ao impeachment de Fernando Collor da presidência do Brasil), mobilizará a retomada da 'velha turma', que reviverá, intensamente, os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Um reencontro feito também de desencontros, inclusive políticos.

Outrora, os amigos apenas se encontravam em ocasiões festivas ou de protesto. Agora,  reúnem-se para velar o corpo de Leo e tentar manter viva sua memória, enquanto procuram com certa ânsia os originais de um livro que ele teria deixado e que retratava cada um deles.

Aos meus amigos é ágil, mais baseado em diálogos do que em descrições, e retrata fidedignamente o tema amizade, em todas as suas nuances, sejam elas boas ou más. Portanto, prepare-se para lidar com um turbilhão de emoções que envolvem não só amor e carinho, mas sentimentos concretos como inveja, ciúme, paixões mal-resolvidas, preconceito, medos, arrependimentos e demais coisas que giram em torno desse grupo de aproximadamente dez amigos, formado por jornalistas, escritores, médicas, ex-modelos, professores, hippies... Os fatos e personagens são construídos e reconstruídos constantemente por meio de referências e reminiscências, como nas conversas reais que temos com nossos próprios companheiros de amizade.

Isso sem contar a aula de literatura, música e cinema, pois muitas são as referências pop na obra. E quem gosta do assunto, terá um verdadeiro prato cheio à sua frente. Não assisti a minissérie completamente pela TV. Mas confesso que ao ler o livro, fiquei com vontade de fazer isso. Pelo pouco que vi, notei que existem grandes diferenças entre um e outra. Preciso logo resolver essa lacuna.
Quanto aos demais, não deixem de ler ao menos esse livro. Se você possui um grupo grande de amigos como o de Leo, provavelmente se identificará com algumas de suas passagens e situações. Recomendo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Novidade


Aproveitando a postagem da resenha do livro 1808, aviso aos leitores do blog que já está disponível nas livrarias do Brasil a seqüência deste livro, também assinada por Laurentino Gomes. Trata-se de '1822' (vide capa acima).

O livro anterior, '1808', termina com a partida da família real de volta a Portugal, pressionada pela Inglaterra, a grande potência da época, que estava interessada em relações comerciais mais vantajosas com o Brasil sem a interferência dos portugueses.

Esse estratagema da Inglaterra foi a mola mestra que impulsionou o processo de Independência do Brasil da metrópole. E neste livro, conheceremos um pouco mais a respeito do evento e também o curto reinado de D. Pedro I, com maior riqueza de detalhes.

Fica então a dica.

Resenha: 1808


Vale a pena ser conferido


O livro surpreende seu leitor pela riqueza de detalhes graças ao rigoroso processo de pesquisas que lhe deram vida, envolvendo fontes oficiais (do Brasil e de Portugal) e não-oficiais, retiradas de diários particulares de pessoas importantes ou semi-anônimas que viveram no século XIX, como artistas, marujos e comerciantes, a maior parte deles com ligações estreitas com a família real portuguesa.

E falando nesta, confesso que ri bastante com ela e demais pessoas da corte, com seus hábitos estranhos, suas manias e peculiaridades bizarras, como as possíveis infidelidades da princesa Carlota Joaquina, os surtos de D. Maria I e as gulodices de D. João VI, que mesmo carregando má fama, foi um soberano exemplar em alguns momentos.


Também refleti bastante lendo o livro, principalmente sobre as influências destes primeiros anos de civilização brasileira que, de certa forma, refletem o que somos hoje. A postura pacata diante das injustiças sociais, o moralismo exacerbado com algumas questões (principalmente quando envolvem costumes e religião), o descaso com educação, a produção científica e com o pensamento livre são heranças indesejadas do povo português.


A colonização portuguesa em si foi uma via de mão dupla. Da mesma forma que eles nos tiraram muitas riquezas, sugamos da metrópole as bases que tornaram o Brasil uma grande civilização. Se D. João VI e sua família não tivessem vindo para o Brasil, provavelmente estaríamos bastante atrasados na escala evolutiva das nações, ou na pior das hipóteses, nem seríamos uma.


O livro só peca com algumas repetições desnecessárias do autor em alguns assuntos. No geral, excede as expectativas. Recomendo a todos que gostam do tema História ou que gostam de fugir um pouco de livros de ficção.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Resenha: Almanaque do Rock



Básico

Neste almanaque, Kid Vinil (jornalista musical e ex-membro da banda Magazine) fez um relato básico da história do Rock. Quem já está familiarizado com o tema, com certeza achará o livro em questão um tanto óbvio e repetitivo, sem maiores novidades e surpresas.


Mas trata-se de uma bibliografia indispensável aos que não são tão familiarizados assim com o assunto, ou seja os iniciantes, quando o assunto é a história e a evolução dessa vertente musical nascida nos Estados Unidos da América e que se popularizou mundo afora nas mais diferentes formas, sejam nas mais leves e populares como o rockabilly e o pop rock ou às mais pesadas e alternativas, como o heavy metal e o punk rock. 


Para mim, o único pecado do autor em relação ao livro foi a provável pressa dele em terminá-lo (tive essa nítida impressão), deixando alguns nomes relevantes do rock recente como Alanis Morissette, Roxette, Cranberries, Cardigans e Garbage (notórios ícones dos anos 90) de fora do livro. Artistas que eu particularmente aprecio e que obtiveram relativo sucesso em âmbito mundial.


Porém, mesmo com essas lacunas, recomendo a leitura do almanaque. E espero que em edições futuras, o autor faça as devidas retratações necessárias.


Abaixo, um pequeno vídeo da época do lançamento do livro: uma entrevista de Kid Vinil para o Programa de TV Pé na Porta. Aprecie.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Resenha: O segredo da bastarda





Uma grata surpresa

O livro de Cristina Norton, uma profícua historiadora argentina radicada em Portugal, é fruto de uma extensa pesquisa a respeito da família real portuguesa formada por, D. Maria (a louca), seu filho e sucessor, o príncipe regente D. João VI e sua consorte, a temperamental princesa de origem espanhola Carlota Joaquina.

Trata-se de do tipo livro de ficção que mistura personagens reais com personagens fictícios. Muito bem escrito (em português da terrinha), o livro tem os seus ótimos momentos e o que o torna diferenciado e especial é sua narrativa, contada através três pontos de vista distintos: o da própria autora, o de Eugénia (a bastarda em questão) e o de Nossa Senhora, mãe de Deus e madrinha de batismo da desafortunada mãe da protagonista. A princípio, os leitores poderão ficar um pouco confusos com a forma como a história é contada, assim como fiquei, mas logo saberão diferenciar quem é que conta a história no determinado momento em que lêem.

A história se passa em Portugal, na época do Brasil Colonial, quando a dinastia dos Bourbon estava no poder. Enfoca principalmente o triângulo amoroso inusitado que surgiu entre o insosso D. João, a mãe de Eugénia (uma fidalga de alta estirpe da corte) e  Carlota Joaquina, uma esposa traída vingativa e cruel, que não poupou esforços para acabar com a felicidade de seu marido e (supostamente) de sua rival, que ironicamente era uma de suas mais queridas damas de companhia.

Por conta destas situações, já é de se prever que o final da história não é muito feliz. O mesmo é frio, brusco e desesperançoso, especialmente para o vértice mais fraco do triângulo. Apesar disso, creio que muitos leitores provavelmente gostarão da obra e se afeiçoarão à protagonista, caso resolvam lê-la. Inevitavelmente se compadecerão de todo sofrimento pelo qual ela passou e que não foi fruto de sua vontade.

“O segredo da bastarda” possui uma história bastante rica, pois a autora soube, com grande maestria, reproduzir muito bem os ambientes, os personagens e os costumes da época, numa riqueza de detalhes de impressionar. Quem aprecia romances históricos como eu, ainda mais temperados com intrigas palacianas e momentos de suspense de tirar o fôlego, apreciará muito esta obra.

E é por isto que recomendo com entusiasmo a sua leitura.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Resenha: A Casa das Sete Mulheres


Superou minhas expectativas


Adquiri este livro em meio a sentimentos contraditórios, que mesclavam curiosidade, incredulidade e um certo preconceito literário.

Curiosidade porque a autora tinha sido altamente elogiada pela crítica por sua obra. Incredulidade porque estava sendo comparada até com seu mais famoso conterrâneo, Erico Veríssimo. Preconceito porque ao meu julgamento, A Casa das Sete Mulheres parecia ser mais um dos inúmeros romances açucarados tipo "mulherzinha" que abarrotam as prateleiras das livrarias mundo afora. Tanto que tinha sido transformado em minissérie por uma emissora de TV brasileira famosa em distorcer histórias quando o assunto é a própria História, principalmente a do país em que vivemos.

Confesso que fui precipitado em julgar. Depois de dois longos anos "embolorando" em minha pilha de livros por ler,resolvi dar uma colher de chá à obra. E a conclusão a que chego se resume em uma única pergunta: "Por que não li este livro antes?"

A Casa das Sete Mulheres está longe de ser um romance de mulherzinhas. Fala de mulheres fortes e determinadas que durante quase dez anos viveram juntas sob o mesmo teto, às voltas com os temores, as incertezas e as poucas alegrias que um período prolongado de guerra fatalmente traz consigo.

Fala também de homens como Bento Gonçalves: de suas batalhas e de seus ideiais, de suas alegrias e de suas tristezas, todas narradas em perfeita descrição de detalhes, como se a autora estivesse presente em cada evento decisivo da Guerra dos Farrapos. 

Por conta de seu talento em narrar histórias, Letícia Wierzchowski agora pode orgulhar-se de figurar entre os melhores talentos da literatura nacional, na minha mais sincera opinião. 



Recomendo!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Resenha: Inspiração à Beira do Abismo


Realmente: uma grande surpresa vinda de um talento bastante promissor.




Se eu fosse julgar este livro pela sua "cara", diria com a maior sinceridade que jamais o leria, pois o título e sua ilustração de capa me remetem aos famosos e terrivelmente previsíveis livros de auto-ajuda.

Mesmo assim, resolvi adquirí-lo, a título de curiosidade e a fim de prestigiar um novo talento em nossa literatura. E agora, depois que o li, desafio os leitores do blog a irem além, assim como eu, vencendo o preconceito inicial para conhecer, sem temores o "Inspiração à beira do abismo", do gaúcho Jocir Prandi.

Trata-se de um excelente livro de contos de um autor iniciante dotado de grande potencial, que precisa ser urgentemente conhecido pelo grande público. Cada página lida foi uma surpresa agradável para mim. Prandi, se for realmente notado por mais leitores, terá um futuro grandioso pela frente.

A facilidade com que escreve, o lirismo, a simplicidade, a sensibilidade presente em suas palavras tiveram o poder de comover meu coração com seus contos. Basicamente, os mesmos tratam de pessoas que se encontram deprimidas, desesperançadas e à margem de cometer atitudes extremas que podem custar suas próprias vidas ou imensos prejuízos às pessoas que amam.

Há finais felizes? Você precisa ler para saber.

Voltando ao terreno das primeiras impressões, jamais julgue um livro pela capa. A melhor forma de avaliá-lo é notar, enquanto lê o quanto ele consegue prender a sua atenção e a intensidade de batidas cardíacas que ele lhe causa, pois é por meio delas que você descobrirá se a obra em questão é boa ou não.

O livro de Jocir, volto a ressaltar, possui essa qualidade. Cada palavra escrita, cada idéia, cada personagem, nos remete fundo ao mundo de nossas emoções mais humanas, às mais belas virtudes de nossas almas. Nosso coração facilmente se agita ao contato com suas páginas.

Recomendo com louvor a leitura desta obra. Para quem anda precisando de doses de otimismo em sua vida, ela é perfeita.

Resenha: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil


Muito bom, mas...



Adquiri este guia com uma certa urgência, com uma ansiedade fulminante atravessando meu peito assim que tomei conhecimento de sua existência. E no dia em que ele chegou em casa, via correios, tratei logo de mergulhar em suas páginas impregnadas de controvérsias.

Sim, a obra possui o mérito de tocar em assuntos bastante espinhosos que, se fossem levados a âmbito popular, causariam as mais avassaladoras polêmicas dentro da sociedade brasileira. E espero, sinceramente, que um dia isso aconteça.

Embasado em extensa documentação, o livro é um verdadeiro desfile de inverdades que embasaram a história e também a identidade e o orgulho nacional. Os capítulos iniciais são meio sem graça, mas na medida em que avançam as coisas começam a esquentar, deixando perplexos todos aqueles que se propõe a lê-lo.

Ícones como Zumbi, Aleijadinho, Santos Dumont, Machado de Assis, Olga Benario, Leonel Brizola e muitos outros que até então tinham uma reputação irrepreensível, segundo a “história oficial”, aqui são completamente desmistificados pelo autor.

Pretensos e futuros leitores deste guia, eis um conselho: espero que todos reajam bem a fatos bombásticos como a escravização de negros por Zumbi, a falsa existência do artista Aleijadinho, as inverdades que cercam Santos Dumont como o inventor do avião e do relógio de pulso, a verdadeira faceta de Olga Benário e dos comunistas no Brasil (que foram romantizadas até em cinema) e diversas outras polêmicas que o autor levanta com grande competência.

Leandro Narloch foi extremamente feliz em sua obra, porém um tanto vago em algumas de suas críticas, como se apenas as documentações e bibliografias utilizadas na criação do livro bastassem como provas irrefutáveis de todas as fraudes narradas por ele, que ainda soou um tanto arrogante e irônico em diversas passagens do livro, parecendo um tanto ressentido com tudo e com todos os envolvidos nestas tramas mirabolantes de nossa história.

Mesmo assim, é recomendável que os brasileiros tomem conhecimento de todas as coisas que o autor nos narra. De agradável leitura, o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil é um excelente investimento. Por isso, leia-o, assim que ele cair em suas mãos. Você não se arrependerá.
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