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terça-feira, 31 de maio de 2011

Amanda Hocking, a mais nova milionária do mundo literário


Amanda Hocking: guarde esse nome porque em breve você ouvirá falar muito dele em jornais e revistas.
Amanda tem 26 anos e recentemente atingiu a marca de 1 milhão de livros vendidos.
Até aí, apenas uma história de sucesso literário. Mas tem mais.
A história na verdade começa com um episódio de rejeição.
Depois de ter manuscritos recusados por inúmeras editoras nos Estados Unidos, Amanda decidiu que lançaria seus livros por conta própria para plataformas como as do Kindle e do Nook.
E, por cada um, cobraria 99 centávos de dólar (aproximadamente R$ 1,60).
Em um mês, vendeu 100 mil livros eletrônicos.
Em menos de um ano foi capaz de largar um emprego formal e passou a viver da venda de seus livros.
Em abril deste ano, comprou sua primeira casa e pagou em dinheiro, segundo ela.
A verdade é que Amanda está milionária.
Seus livros, romances juvenis que exploram a paranormalidade (ela já lançou inclusive uma trilogia –SwitchedTorn e Ascend), continuam vendendo aos milhares, e apenas eletronicamente. E agora ela está famosa. No mesmo mês em que comprou sua casa ela foi destaque na edição americana da revista Elle.

Amanda é hoje, provavelmente, a autora indie de e-books mais bem sucedida do mundo.

Fonte: Blog Livros, de Milly Lacombe. Reportagem reproduzida integralmente.

sábado, 16 de abril de 2011

O livro de papel já morreu?


Usando as novas ferramentas de comunicação, um grupo de professores da África do Sul está inovando o jeito como se produzem livros didáticos e acabaram se transformando numa experiência acompanhada por diversos centros de tecnologia do mundo. Espalhados em diversas partes do país, eles escrevem coletivamente, numa página da internet, livros sobre todas as matérias ensinadas nas escolas. Mas cada professor adapta o conteúdo para sua realidade local, a começar do seu bairro. Um mesmo livro, portanto, pode ter centenas de diferentes versões.
Como nem todas as escolas têm acesso à internet (onde os conteúdos estão disponíveis gratuitamente), encontraram uma saída. Sem cobrar direitos autorais, eles organizam o material e entregam textos para editoras tradicionais. O livro chega às escolas com um preço mais barato. “Em pouco tempo, o papel será dispensável”, disse o físico Mark Horner, um dos coordenadores do projeto batizado de Siyavula. Essa foi uma das experiências que chamaram a atenção num encontro na semana passada que reuniu, nos EUA, alguns especialistas em inovações tecnológicas e educação. Serve como mais uma provocação sobre o futuro da produção e distribuição do conhecimento no geral e dos livros e dos escritores em particular.
O fim do livro de papel é tido como uma questão de tempo. Isso significa que as livrarias vão desaparecer? Para quem, como eu, tem prazer de andar por livrarias e sentir o papel, essa é uma pergunta incômoda. Andando aqui no metrô, vemos quanta gente aderiu ao livro eletrônico. Algumas escolas resolveram aposentar os livros didáticos de papel, usando até o argumento de que, assim, deixam as mochilas mais leves e preservam a saúde dos estudantes. Comemora-se até o fato de que, com os novos aparelhos, cresce a venda entre os mais jovens. Com o aumento do consumo dos e-books, surgiu um mercado paralelo legal e clandestino de distribuição de arquivos.
Está acontecendo com os escritores o que, no passado, ocorreu com os músicos, quando surgiu o Napster. Depois de muita briga por causa da troca clandestina de arquivos, começaram a reinventar um novo modelo de negócios. Mas cada vez se ganha menos dinheiro vendendo CDs aliás, quase ninguém mais vende CDs. Assim como os mais jovens já não usam mais relógios de pulso. Nem e-mail. A onda de aplicativos está tornando até obsoleta a internet do www. Os músicos podem compensar a queda da renda fazendo shows. O que os escritores deveriam fazer? Palestras remuneradas? Podemos não gostar quando uma mudança tecnológica nos afeta, mas adoramos poder falar pelo Skype sem pagar a ligação telefônica.Não é tão diferente assim dos desafios do jornal que se estruturam para cobrar os conteúdos digitais.
É um desafio que atinge as escolas. Os conteúdos das matérias já podem ser encontrados na internet, algumas vezes com recursos mais interessantes e provocativos do que os dados em sala de aula. O Media Lab, do MIT, desenvolveu uma plataforma (Scratch) em que as próprias crianças fazem seus jogos e trocam suas criações pelo mundo aliás, o MIT desenvolveu conteúdos gratuitos só para o ensino médio.
Como a transmissão do conhecimento não para de crescer, os modelos de negócio, depois do baque, vão se reinventando, gerando perdedores e ganhadores. Alguém poderia imaginar que jornais pagariam parte dos salários dos jornalistas com base no número de clicks em suas páginas ou matérias na internet? Estudos têm mostrado que, depois da onda provocada pelo Napster, não diminuiu a produção musical pelo mundo e a produção de aplicativos foi estimulada. Os desafios da sustentabilidade são enormes, mas as oportunidades são maiores ainda.
Um caso está correndo aqui em Harvard, onde ganha força um ambicioso projeto para criar a maior biblioteca digital do mundo, que é acessível a todos. A pretensão é nada menos do que selecionar todo o conhecimento já produzido pela humanidade. Uma das inspirações é a Europeana, na qual se encontra 15 milhões de versões digitais de livros e obras de arte. Além de Harvard, estão aderindo ao projeto as maiores universidades americanas com seus monumentais acervos de livros, além da biblioteca do Congresso americano. Representantes da Apple, Microsoft e Google estão participando dos encontros.
Os livros de papel, os CDs e até as escolas tradicionais podem morrer. Mas o conhecimento está cada vez acessível.
PS.: Coloquei na internet (www.catracalivre.com.br) mais detalhes dos projetos citados nesta coluna.
[Texto de Gilberto Dimenstein para a Folha de São Paulo, 10/4/2011]

terça-feira, 29 de março de 2011

Carmelo Ameno


Um conto meu, inédito, e sob o pseudônimo de Carmelo Ameno, foi publicado no site de Cultura e Literatura Verbo 21. Passem por lá e prestigiem-me. Desde já agradeço a atenção e os comentários que porventura alguém desejar postar, sejam os mesmos elogios ou críticas construtivas.

Atenciosamente,

Marcelo

P.S.: No site, procurem pela seção tribuna. O conto está lá.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Conhecendo Dr. Guto


Leste do Rio



Vejo o Rio verde limão, azul turquesa, goiabeira, a jaca da bicicleta. Micos que descem da mata e vêm comer banana na mão, e mordem seu dedo, barulho de riacho que corre e vira pedra. Sou eu, caminhando, caminhando, que falo a vocês parados no céu: desce daí sacolé, paçoca de amendoín! Sorvete de abacate de trem vem ser feliz, ouça os bobos não, que martelam as cruzes na areia. Areia já levou as tristezas pra Yemanjá, que volta na garrafa de sidra. É, sei que é sidra pelo rótulo, mas podia ser pindorama, batida de umbu ou água do mar. Rolou e a praia virou noite. Que medo de praia. Índio de fora não tem sua Iracema ou brucutu, se for índio no fim da fila...

Barbie, baitola, isso tem no Rio? E o jacaré vem comer os bago deles? Xô caipora feia – violência. Deixa elas namorar, deixa o pastor orar e mendigo mendigar. Sua inimiga aqui é alegria! O bafo do churrasco, os bêbedos da Lapa. Carioca é a Prainha, a maconha na Maré, o Solar da Imperatriz! Hoje ela é senhora de anágua, que censura tudo que censurar. Quer Pan não, quer fumando na escada não, abaixa o som! Vai chamar a polícia! Uuuuuuuuu, pan, pan, pan, cadê o mastercard? Chama Lula, tira do mar, faz alguma coisa cabeça de camarão!!! Tu também é culpado sr. promotor,  preguiçou, ganha vinte mil por mês! O camelô vinte tostão... Grafittei errado excelência: tu dormiu na arquibancada paulista trouxa! Ah, nem turista branquelo tu é, veio de busão São Geraldo, cheio de gaiola, vencer no Maracanã.

O Janeiro é tolerante, redentor, calçadão bordado, pagode com Jazz encima da laje, zona norte, zona sul, e a oeste mata. Gente que chega no tom do avião: ser feliz e nem acordar, porque sono aqui ninguém quer, só ser marimbá! Índio pescador e pescar gente bonita, forasteira, ruiva de shoppings, uma mulata de silicone! Oh negão, qual o problema? Vejo o Rio verde limão, pedalando, sambista e pouco leitor, mas um dia a gente ainda estuda e aprende a pescar manjuba! Moro no mar, no leste do Rio, pra lá dos canhões... Pelas ondas até o Costa brava posso afirmar: o Rio mesmo é a rádio Roquete Pinto!  Beijo em todos.


Dr. Guto é um novo escritor que dá banana aos macacos e veneno a quem precisa de veneno... na definição do próprio.

Pacato advogado da cidade do Rio de Janeiro, pode ser encontrado através de duas formas no vasto mundo virtual: pelo twitter (twitter.com/drgutorj) e no site abaixo, onde o leitor interessado pode fazer o download de seu primeiro livro de crônicas, no formato e-book, cuja capa ilustra esse post.


Não deixe de conhecê-lo e de conhecer suas obras. É amigo e super gente boa. 

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Novidade


Aproveitando a postagem da resenha do livro 1808, aviso aos leitores do blog que já está disponível nas livrarias do Brasil a seqüência deste livro, também assinada por Laurentino Gomes. Trata-se de '1822' (vide capa acima).

O livro anterior, '1808', termina com a partida da família real de volta a Portugal, pressionada pela Inglaterra, a grande potência da época, que estava interessada em relações comerciais mais vantajosas com o Brasil sem a interferência dos portugueses.

Esse estratagema da Inglaterra foi a mola mestra que impulsionou o processo de Independência do Brasil da metrópole. E neste livro, conheceremos um pouco mais a respeito do evento e também o curto reinado de D. Pedro I, com maior riqueza de detalhes.

Fica então a dica.
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