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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Resenha: Freddie Mercury



Singelo relato de amor

Sem maiores alardes na imprensa mundial, no dia 04 de janeiro de 2010, Jim Hutton deu seu último sopro de vida em terras irlandesas. Tinha apenas 60 anos de idade.

Jim era uma pessoa comum como muitas outras da classe operária inglesa. Trabalhava regularmente como barbeiro em um hotel, fazia alguns bicos aqui e ali pela cidade de Londres e nas horas de folga, costumava freqüentar um clube gay londrino da moda com alguns amigos que eram homossexuais como ele. Sua vida mudou então no dia em que Freddie Mercury cruzou o seu caminho, sem ser anunciado.

Apesar de uma certa resistência inicial da parte de Jim, em pouco tempo ele e Freddie engataram um romance. E foi um amor tão bonito (mesmo com alguns momentos de dúvida em que quase se separaram de vez), que acabou durando até a morte de Freddie, em 1991. 

Os últimos anos da vida de Freddie Mercury são contados, então, por Jim Hutton (com a supervisão do escritor e jornalista inglês Tim Wapshott), neste livro. Relatado com simplicidade e sem meias palavras, a obra desvenda o universo íntimo do cantor, os bastidores do Queen (a consagrada banda de Freddie) e a paixão de um homem simples por um grande, reluzente e ofuscante astro do rock. Não se trata de uma biografia completa de Freddie, mas um relato detalhado do relacionamento de Jim e Freddie, sob a ótica do primeiro, de uma forma até bem simplória e mal escrita em alguns momentos. 

O livro mostra alguns momentos polêmicos da vida dos dois, como o consumo de drogas por parte de Freddie, as "puladas de cerca" ocasionais que este dava com outros parceiros sexuais e a vida desregrada que vivia em algumas fases "negras" de sua vida. Porém, também encontramos momentos singelos do casal, como as horas destinadas aos gatos que criavam juntos como se fossem filhos, ao lago de carpas japonesas que planejaram e construíram de comum acordo e principalmente ao jardim da casa em que viviam, cuidado com zelo e esmero pelo próprio Jim, que amava plantas e flores. O livro possui também algumas passagens bem engraçadas, como por exemplo alguns eventos insólitos ocorridos durante as gravações do videoclipe da canção "The Great Pretender", da carreira solo de Freddie, onde este aprontou muitas brincadeiras com os envolvidos na produção. E há, claro e inevitavelmente, os momentos tristes, especialmente aquele em quando Freddie descobre ser portador do HIV e alguns que antecederam o seu falecimento.

Brian May, guitarrista do Queen definiu Jim Hutton da seguinte forma, na ocasião de sua morte no início de 2010: "Jim era uma alma calma e gentil, impressionado e fracamente animado com as maquinações da fama, rock and roll, e do Queen, e que assim proporcionou ao Freddie uma visão agradável e diferente da vida." Portanto, se você acha que este livro  se trata de um potencial caça-níqueis ou uma clara demonstração de oportunismo da parte de Hutton, lembre-se das palavras de May se resolver um dia lê-lo.

Para os fãs de Queen e de Freddie, este livro é item obrigatório, mesmo sendo sentimental e meloso em algumas de suas passagens e tendo, em sua versão brasileira, os (argh!) chatos e desnecessários depoimentos dos fãs ao término de cada capítulo, descaracterizando um pouco a obra. E para quem não é fã, vale como uma fonte valiosa de informações sobre a intimidade de um dos maiores artistas do século XX. Recomendo, mesmo com algumas ressalvas.

sábado, 21 de agosto de 2010

Resenha: Roberto Carlos em Detalhes





Valeu cada centavo!


Comprei o livro por um preço bastante salgado por conta de sua proibição nas livrarias brasileiras e nem sou tão fã assim do Roberto. Mas o que motivou minha busca por este livro foi a grande curiosidade a respeito de todas as controvérsias que supostamente estavam contidas na obra, que como todos sabem, levaram o biografado a mandar recolher todas as cópias, num ato muito arbitrário de censura. 

Roberto Carlos provavelmente não gostou do teor do livro porque não trata apenas de suas glórias em vida, mas também de assuntos espinhosos de sua esfera pessoal. Eu, particularmente, acho que ele nem chegou a lê-lo, afinal não há absolutamente nada neste livro que o desabone. A obra tornou apenas públicos alguns acontecimentos traumáticos da trajetória do biografado, tornando assim a figura mítica, o "Rei", em algo mais humanizado, um mero mortal dotado de qualidades e defeitos. E olha que os defeitos nem são tantos assim.

"Roberto Carlos em Detalhes" é mais do que uma mera biografia não-autorizada de um ícone brasileiro. Trata-se de um verdadeiro compêndio sobre música popular brasileira, incluindo-se aí alguns de seus maiores artistas, festivais e composições que povoaram e ainda povoam o imaginário das pessoas desta nação. Recomendo a obra com louvor! 

E ainda desconfio seriamente que Roberto não tenha gostado do livro por causa das cores de sua capa. Se as mesmas fossem azul e branca, talvez a história dessa proibição tivesse sido muito diferente!

Que mancada, hein, Paulo Cesar Araújo!

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